Irã diz que postura dos EUA sobre seu programa nuclear se tornou 'mais realista'
2026-02-16 - 16:55
Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci O Irã afirmou, nesta segunda-feira (16), que a postura dos Estados Unidos sobre seu programa nuclear "se tornou mais realista", às vésperas de uma segunda rodada de negociações. "Uma avaliação cautelosa é que, a partir das conversas que ocorreram em Mascate (Omã), pelo menos o que nos foi informado é que a postura dos Estados Unidos sobre a questão nuclear iraniana se tornou mais realista", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, citado pela agência oficial de notícias Irna. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os Estados Unidos e o Irã iniciarão na terça-feira (17) em Genebra, na Suíça, um segundo ciclo de negociações nucleares, sob mediação de Omã. No início de fevereiro, negociadores dos dois países se encontraram em Mascate e teve "atmosfera muito positiva", segundo Teerã. No entanto, ambos os lados adotam cautela e o governo Trump não descartou um ataque militar direto contra o território iraniano. Há alguns meses, em junho de 2025, uma tentativa de negociações falhou quando Israel iniciou uma guerra sem precedentes contra a república islâmica. O conflito se estendeu por 12 dias e os EUA participaram dos bombardeios. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Antes das negociações, o porta-voz afirmou que o Irã busca o levantamento das sanções americanas que agravam a crise econômica. "O tempo é essencial para nós. Nosso povo está sob a pressão opressiva das sanções, e a razão e a lógica exigem que essas sanções sejam levantadas o quanto antes", acrescentou. O principal ponto de fricção é a quantidade de urânio enriquecido do Irã, que antes da guerra pode ter atingido um patamar de 60% e que os Estados Unidos insistem em reduzir a zero. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou no domingo que um possível acordo deve incluir como condições que "todo o material enriquecido deve sair do Irã" e o desmantelamento do "equipamento e da infraestrutura que permitem o enriquecimento de urânio". A retomada das conversas em fevereiro ocorreu em meio às ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar, depois que Washington mobilizou o porta-aviões "USS Abraham Lincoln". LEIA TAMBÉM: