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Guerra no Oriente Médio: Mauro Vieira faz rodada de conversas com chanceleres da Jordânia, Kuwait e Emirados Árabes

2026-03-03 - 19:43

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fez nesta terça-feira (3) uma rodada de conversas por telefone com chanceleres do Oriente Médio sobre a escalada da guerra na região. Guerra no Oriente Médio provoca alta no preço do petróleo Mauro Vieira conversou com os ministros da Jordânia, Ayman Safadi; do Kuwait, Jarrah Jaber Al-Ahmad Al-Sabah; e voltou a conversar com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan. Antes dessas ligações, Vieira falou por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atualizá-lo da situação. Segundo um interlocutor da diplomacia brasileira, há um trabalho do Brasil de buscar a melhor informação e melhor avaliação do cenário da guerra junto aos países parceiros da região. Uma das prioridades é buscar a proteção dos interesses dos brasileiros que estejam morando ou de passagem pelas áreas de conflito. Relatos brasileiros no Oriente Médio - gif home Arte g1 Segundo nota publicada pelo Itamaraty, na conversa com o chanceler da Jordânia, os dois ministros "trataram dos ataques do Irã ao território jordaniano e dos possíveis cenários para o conflito nos próximos dias". "O Ministro Mauro Vieira transmitiu ao Ministro jordaniano a solidariedade do Brasil e expressou preocupação quanto aos desdobramentos militares e ao alastramento regional do conflito", diz a nota. Já sobre a ligação com o chanceler do Kuwait, o Itamaraty informou que trataram "dos impactos da crise e das ações militares para o Kuwait, para a região e para a economia global, e discutiram também a situação da comunidade brasileira naquele país". Infográfico: Mapa dos ataques no Oriente Médio; Irã, Israel e EUA travam guerra na região Editoria de Arte/g1 A conversa de Vieira com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, foi a segunda após os ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã. Vieira e o ministro do país – também alvo de ataques retaliatórios do Irã – já haviam conversado na segunda-feira. Os dois trataram sobre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o fechamento do espaço aéreo na região. Entre as preocupações do Itamaraty ao país árabe é com a situação de brasileiros que estão nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi, diante das restrições de voos. Avaliação de impactos No momento, o governo brasileiro também avalia impactos da escalada de conflitos e possíveis desdobramentos diplomáticos, inclusive com os Estados Unidos. Na segunda-feira (2), o assessor especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim, conversou por telefone com o presidente Lula sobre a escalada dos conflitos. Os dois avaliaram os desdobramentos mais recentes da crise e possíveis iniciativas diplomáticas do Brasil, incluindo a atuação do Itamaraty e a defesa de uma solução negociada para reduzir as tensões na região. Durante a ligação, Celso Amorim lembrou ao presidente Lula os esforços da diplomacia brasileira, em 2010, ao lado da Turquia, para a Declaração de Teerã — iniciativa que teve repercussão internacional positiva, mas acabou rejeitada pelos Estados Unidos. 🔎A Declaração de Teerã foi uma proposta apresentada em 2010 por Brasil, Turquia e Irã para tentar reduzir a tensão em torno do programa nuclear iraniano. Pelo acordo, o Irã enviaria parte de seu urânio enriquecido para a Turquia, onde o material ficaria sob custódia internacional, em troca de combustível nuclear para um reator de pesquisas médicas. A iniciativa buscava evitar novas sanções e abrir espaço para negociações, mas foi rejeitada pelos Estados Unidos e não avançou. 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio Em entrevista à GloboNews, Celso Amorim afirmou que o Brasil "deve se preparar para o pior" cenário, já que o conflito com o Irã tem potencial de se alastrar.

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