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Grupo que simulava negociações milionárias no agronegócio pode ter causado prejuízo de R$ 55 milhões no Tocantins

2026-03-24 - 16:20

Polícia investiga grupo especializado em sonegação fiscal no setor do agronegócio Divulgação/PCTO Investigações da Polícia Civil identificaram um esquema que usava empresas de fachada para simular negociações milionárias no setor do agronegócio, gerando créditos fraudulentos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A sonegação fiscal causou um prejuízo de mais de R$ 55,9 milhões aos cofres estaduais. Dois suspeitos foram presos e um está foragido (veja mais detalhes abaixo). Segundo a polícia, o grupo era composto por empresas de fachada. No esquema, os integrantes simulavam negociações com grãos como soja e milho por meio de notas fiscais falsas para gerar créditos de ICMS. Em apenas seis meses, uma das principais empresas declarou uma movimentação superior a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas cerca de R$ 39 mil em tributos. A polícia identificou que o principal responsável pelo esquema é um homem de 29 anos que tinha o controle das operações de Unaí (MG). As investigações também apontaram que um contador de 31 anos operava o financeiro do esquema, responsável pela gestão das empresas e movimentação logística. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, por isso o g1 não conseguiu contato com as defesas deles. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Durante a operação El Dourado, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, sendo um em Unaí (MG), contra o principal responsável pelo esquema, e outro contra o contador de 31 anos em Palmas (TO). Outro alvo da ação ainda não foi localizado e as buscas por ele continuam. Na ação, uma terceira pessoa foi presa em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Os policiais também cumpriram seis mandados de busca e apreensão, sendo dois em Unaí (MG) e quatro em Palmas. Foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e computadores. Operação à distância Segundo a polícia, as empresas operavam com estruturas que não eram declaradas. A sede funcionava em um espaço de 24 metros quadrados e tinha apenas uma mesa, uma cadeira e um notebook, sem qualquer indício de atividade real no setor agropecuário. Ex-funcionárias disseram em depoimentos que eram contratadas para manter o local aberto para dar aparência de legalidade. Elas eram orientadas a instalar softwares de acesso remoto, dessa forma, os líderes da organização poderiam controlar os computadores a partir de outras localidades, simulando operações no Tocantins. “Laranjas” em situação de vulnerabilidade socioeconômica Conforme a polícia, grupo usava pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica como “laranjas”. Elas eram inseridas como sócias em empresas constituídas como sociedades limitadas unipessoais, ou seja, que permitem apenas um sócio. O capital social declarado dessas empresas era de até R$ 10 milhões, integralizado de forma fictícia. Quando a Secretaria da Fazenda detectava irregularidades e bloqueava a inscrição estadual de uma empresa, o grupo ativava uma nova para dar continuidade às ilegalidades. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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