Governador em exercício classifica como 'pontual' esquema de corrupção na Polícia Civil em SP
2026-03-05 - 16:23
MPF e PF apuram corrupção na Polícia Civil de SP Durante cumprimento de agenda em Bauru, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (5), o governador em exercício, Felicio Ramuth (PSD) falou sobre a operação deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público e Corregedoria da Polícia Civil que investiga um esquema de corrupção envolvendo policiais civis. Ramuth classificou como pontual o esquema de cobrança de propina pelos suspeitos para encerrar inquéritos de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, as cobranças chegavam até R$ 33 milhões. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp “É um caso pontual, ele não significa que a Polícia Civil esteja envolvida, mas envolve quatro policiais, e repito, foi uma investigação conjunta da Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público, para que a gente pudesse atuar e tomar as devidas providências. Pode ter certeza que ao longo da apuração, as medidas que nós tomaremos como governo do Estado serão tão duras quanto os crimes que esses maus profissionais cometeram”, disse o governador em exercício em entrevista à reportagem da TV TEM. Ramuth esteve em Bauru para visitar as instalações do futuro Centro TEA Paulista. O governador em exercício também fez uma rápida visita no Hospital das Clínicas. Governador em exercício, Felicio Ramuth, esteve em Bauru nesta quinta-feira Gabriel Sato/ TV TEM Operação Bazzar Os três órgãos realizaram nesta quinta-feira a Operação Bazzar para prender pessoas suspeitas de integrarem um esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro que ocorria dentro de departamentos estratégicos da Polícia Civil paulista. Nove pessoas foram presas, entre elas um delegado, investigadores, uma doleira e um advogado. A investigação é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e apurou e identificou a participação de policiais do Departamento de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) no esquema. As extorsões cometidas pelos agentes contra os investigados ocorriam no hangar do Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, e também no 16o Distrito Policial (DP), na Vila Clementino, depois alguns dos policiais de lá foram atuar no 35o DP, Jabaquara, onde deram andamento às cobranças de propina que chegavam a R$ 33 milhões. Além de policiais, advogados e operadores financeiros participavam do esquema criminoso, segundo a Polícia Federal. Dinheiro encontrado em gaveta de policial alvo de operação contra corrupção na Polícia Civil de SP Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região