França enviará veículos blindados ao Líbano em meio à guerra no Oriente Médio, diz Macron
2026-03-05 - 18:23
Emmanuel Macron em pronunciamento sobre o conflito no Oriente Médio. Reprodução/Redes sociais A França vai reforçar a cooperação com as Forças Armadas do Líbano e fornecer veículos blindados de transporte, além de apoio operacional e logístico, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (5). A declaração foi feita enquanto o Líbano é arrastado mais profundamente para a guerra no Oriente Médio nesta semana. "Os libaneses têm direito à paz e à segurança, assim como todos no Oriente Médio", escreveu. “Tudo deve ser feito para evitar que este país, que é próximo da França, seja arrastado mais uma vez para a guerra”, escreveu Macron em uma publicação na rede social X. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Foi para pôr fim à guerra e evitar o pior que, após as minhas conversas com o Presidente Trump e o Primeiro-Ministro Netanyahu, falei hoje com as mais altas autoridades do Líbano, a fim de estabelecer um plano para pôr fim às operações militares que estão a ser realizadas pelo Hezbollah e por Israel em ambos os lados da fronteira", anunciou o presidente francês na publicação. “Neste momento de grande perigo, peço ao primeiro-ministro de Israel que não estenda a guerra ao Líbano. Também peço aos líderes iranianos que não envolvam ainda mais o Líbano em uma guerra que não é sua”, acrescentou Macron. O francês também fez um apelo ao Hezbollah, exigindo que o grupo terrorista renuncie suas armas. "O Hezbollah deve renunciar às suas armas, respeitar o interesse nacional, demonstrar que não é uma milícia que recebe ordens do exterior e permitir que os libaneses se unam para preservar o seu país", pontuou. É preciso fazer tudo para evitar que este país, tão próximo da França, seja novamente arrastado para a guerra. Foi para pôr fim à guerra e evitar o pior que, após as minhas conversas com o Presidente Trump e o Primeiro-Ministro Netanyahu, falei hoje com as mais altas autoridades do Líbano, a fim de estabelecer um plano para pôr fim às operações militares que estão a ser realizadas pelo Hezbollah e por Israel em ambos os lados da fronteira. O Hezbollah deve cessar imediatamente seus ataques contra Israel. Israel deve abster-se de qualquer intervenção terrestre ou operação em larga escala em território libanês. As autoridades libanesas se comprometeram a assumir o controle das posições ocupadas pelo Hezbollah e a responsabilidade total pela segurança em todo o território nacional. Dou-lhes meu total apoio. A França fortalecerá sua cooperação com as Forças Armadas Libanesas e lhes fornecerá veículos blindados de transporte, bem como apoio operacional e logístico. O destacamento francês integrado à Força das Nações Unidas no Líbano também continua sua missão no sul do país. Preocupado com o deslocamento de dezenas de milhares de civis libaneses que atualmente fogem do sul, decidi enviar ajuda humanitária imediata para eles. Estão sendo transportadas várias toneladas de medicamentos, juntamente com soluções de abrigo e assistência. Isso demonstra a amizade que os franceses sentem pelos libaneses. Neste momento de grande perigo, apelo ao primeiro-ministro israelense para que não expanda a guerra para o Líbano. Apelo aos líderes iranianos para que não arrastem ainda mais o Líbano para uma guerra que não lhe diz respeito. O Hezbollah deve renunciar às suas armas, respeitar o interesse nacional, demonstrar que não é uma milícia que recebe ordens do exterior e permitir que os libaneses se unam para preservar o seu país.