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FOTOS mostram suposta bomba do Equador que teria deixado 27 mortos na Colômbia

2026-03-17 - 20:20

Fragmento que governo da Colômbia diz ser de bomba que atingiu território colombiano em 16 de março de 2026. Presidente colombiano acusou Equador por ataques. Wilmar Garzón Melendes/ AFP Fotos tiradas nesta terça-feira (17) mostram fragmentos de bomba na cidade de Vereda El Amarradero, na Colômbia, perto da fronteira com o Equador. O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirma que o país vizinho foi o responsável por um bombardeio que deixou 27 mortos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Os bombardeios na fronteira entre Colômbia e Equador não parecem ser nem de grupos armados [ilegais], que não têm aviões, nem das forças públicas da Colômbia. Eu não dei essa ordem. Há 27 corpos carbonizados e a explicação apresentada não é crível", afirmou Petro em publicação nas redes sociais. O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou que seu país seja o autor do bombardeio além da fronteira e disse realizar ações contra o narcoterrorismo: "Estamos atuando em nosso território, não no seu", declarou, nas redes sociais. Detalhe de fragmentos que governo colombiano diz ser de bomba que atingiu a Colômbia após presidente Gustavo Petro acusar Equador de ataques em território colombiano, em 17 de março de 2026. Wilmar Garzón Melendes/ AFP As imagens mostram fragmentos de bombas com dizeres em inglês, no departamento de Narino, a perto da fronteira que separa os dois países. Na segunda (16), Petro já havia acusado o Equador de bombardear o território colombiano e afirmado também que não deseja "entrar em uma guerra" com o país vizinho. Petro disse ainda que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tomar uma atitude sobre o incidente e ligar para o presidente equatoriano, Daniel Noboa. Segundo Petro, os mortos são famílias "que decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais", como café e cacau. O líder colombiano publicou uma foto dos chocolates produzidos por elas. O bombardeio ocorreu um dia após o governo Noboa lançar uma ampla ofensiva, com a ajuda dos EUA, para combater cartéis de drogas equatorianos, com ataques coordenados por terra, ar e mar. Leia mais abaixo. EUA e Equador realizam ação conjunta contra o narcoterrorismo 'Escudo das Américas' As forças equatorianas deram início no domingo (15) a uma ofensiva de combate às drogas de duas semanas com apoio dos Estados Unidos. O país mobilizou 75 mil militares e impôs um rígido toque de recolher em algumas regiões do país. Noboa é muito próximo a Washington e seu país integra o chamado "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países do continente criada recentemente para enfrentar ameaças à segurança. A Colômbia não faz parte do acordo anunciado por Trump - que é um desafeto de Petro. Os dois, no entanto, estabeleceram uma trégua após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro. O encontro ocorreu após meses de trocas públicas de acusações, ameaças e insultos. 386 O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, posam para uma foto de família durante a Cúpula "Escudo das Américas" em Miami. EUTERS/Kevin Lamarque Disputa comercial Colômbia e Equador travam uma guerra comercial desde fevereiro, quando o equatoriano Daniel Noboa impôs tarifas ao país vizinho ao reclamar de Petro por supostamente não adotar esforços suficientes no combate ao narcotráfico na fronteira. Petro respondeu com a mesma medida e, apesar dos esforços diplomáticos, a crise continua.

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