Familiares de Marielle Franco citam surpresa com envolvimento de delegado no crime: 'ele se dizia amigo'; STF julga mandantes
2026-02-23 - 17:53
STF julga assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes Os familiares de Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro em março de 2018, consideram que o Supremo Tribunal Federal (STF) dará uma resposta ao julgar os acusados de mandar matá-la. A Primeira Turma da Corte começa a julgar começa nesta terça-feira (24) os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão e o delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ Rivaldo Barbosa. Os réus também serão julgados pela morte de Anderson Gomes, motorista que estava com Marielle. "Depois de oito anos, não tem como a gente não esperar que tenha um resultado positivo em relação aos mandantes. Tem se arrastado aos anos todos", disse Marinete Silva, mãe de Marielle Franco. Os irmãos Brazão e o delegado foram detidos em 24 de março do ano passado, apontados como responsáveis pela execução da parlamentar. Eles negam. Segundo Marinete, o envolvimento do delegado responsável pela investigação foi o que mais surpreendeu a família. Marielle Franco em imagem de fevereiro de 2017 Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro/AFP/Arquivo "Para mim foi uma surpresa. O doutor Rivaldo naquela época bateu nas nossas costas e prometeu que era uma questão de honra resolver o caso da minha filha. Eu tive um alívio porque era um homem que tinha um compromisso com a instituição, com o povo brasileiro", disse. Sete meses depois das prisões dos mandantes, os executores da vereadora seriam sentenciados, os ex-policiais militares Ronnie Lessa, autor dos disparos, recebeu a pena de 78 anos e 9 meses de prisão; e Élcio Queiroz, que dirigiu o veículo usado no ataque, condenado a 59 anos e 8 meses de prisão. Segundo o blog do Valdo Cruz, o julgamento é visto por ministros do STF como uma oportunidade para colocar a Corte num tema que tem apoio popular e aliviar o clima de crise dentro do tribunal.