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Família acusa PM de matar pedreiro com tiro de fuzil durante ação em baile funk em SP

2026-03-16 - 13:33

Família acusa PM de matar pedreiro em baile funk em SP A família de Francisco das Chagas Fontenele, pedreiro de 56 anos, acusa a Polícia Militar (PM) de matar o trabalhador com tiro de fuzil na barriga durante ação num baile funk no Jardim Macedônia, região do Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. Os policiais militares alegam que revidaram disparos feitos por criminosos no local. Sete pessoas foram baleadas e duas morreram na ocorrência. A perícia da Política Técnico-Científica irá informar de quais armas apreendidas partiram os disparos que atingiram as vítimas. "Eu quero uma resposta do que aconteceu com meu pai. Eu quero o nome do meu pai limpo. Eu quero o nome do policial que matou o meu pai, porque ele assassinou o meu pai... eu quero ele preso", disse Millena dos Santos Fontenele à TV Globo. "Eu quero que ele perca a patente dele porque o que ele fez não tem justificativa com baile nenhum. Meu pai morreu com tiro de fuzil", falou Millena no velório do pai, que foi atingido quando saiu de casa para trabalhar. Francisco será enterrado nesta segunda-feira (16) no Cemitério Jardim da Paz, em Embu da Artes. Parentes usavam camisetas do São Paulo Futebol Clube, time para o qual ele torcia. “Meu pai era um homem incrível, solidário”, disse Bianca dos Santos Fontenele, uma das filhas, que reclamou da demora no socorro a Francisco. Vídeos gravados pela família mostram PMs cercando a vítima e impedindo que ele seja levado para um hospital. Depois os agentes aparecem ajudando os parentes a levar o baleado até uma viatura da PM. Francisco deu entrada num hospital, mas não resistiu e morreu. Francisco era casado havia seis meses, deixa quatro filhos, a esposa e duas netas. A viúva, Luciana Ferreira de Souza, afirmou: “É uma dor muito grande uma pessoa morrer inocente”. Francisco da Chavas Fontinelle, de 56 anos, e Kauã Lima, de 22 anos, foram baleados durante ação da Polícia Militar em baile funk na Zona Sul de São paulo Reprodução Além de Francisco,Kauan Gabriel Cavalcante Lima, de 22 anos, morreu com um tiro no peito. Kauan estava no "pancadão" durante a suposta troca de tiros entre PM e bandidos _ele foi apontado pelos agentes como um dos dois rapazes que atiraram nos policiais. Segundo os PMs, o rapaz estava num veículo com placa adulterada e foi o primeiro a atirar na direção dos agentes. Mais quatro pessoas foram baleadas durante o tiroteio. São três homens e uma garota, com idades entre 19 a 26 anos. A jovem, que tem 23 anos, estaria na garupa da moto pilotada por Kauan. Segundo os PMs, o rapaz estava num veículo com placa adulterada e atirou contra os agentes. Um rapaz de 25 anos que foi baleado também é suspeito de ter atirado na direção dos policiais. Um revólver calibre 32 atribuído a ele foi apreendido e será periciado. As autoridades não informaram os estados de saúde dos demais baleados. A equipe de reportagem não conseguiu localizar parentes ou a defesa de Kauan e do outro rapaz suspeito para comentarem o assunto. O caso foi registrado como resistência, homicídio decorrente de intervenção policial e tentativa de homicídio no 47o Distrito Policial (DP), Capão Redondo. Por causa da suspeita do envolvimento dos policiais militares nas mortes, a ocorrência será investigada pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O DHPP vai analisar as câmeras corporais dos PMs. Um Inquérito Policial Militar também foi instaurado para verificar a conduta dos agentes. Ação da PM em SP deixa sete baleados em baile funk Seis pessoas são baleadas após troca de tiros entre PM e suspeito no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo Reprodução/Arquivo pessoal

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