TheBrazilTime

Explosão de supercompactos é alternativa para morar na cidade com o 4º m² mais caro do Brasil

2026-03-04 - 14:33

Transformação no Mercado Imobiliário de Itajaí: O Crescimento dos Imóveis Compactos 🏙️Morar bem localizado em Itajaí, cidade dona do maior Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina, está cada vez mais caro... e menor. Com o 4o metro quadrado mais valorizado do país, segundo o índice FipeZap da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), muitos moradores passaram a recorrer aos chamados apartamentos supercompactos. Esses imóveis têm até 40 m2 e reúnem sala, quarto e cozinha no mesmo ambiente. Os prédios costumam oferecer restaurante, lavanderia compartilhada e espaço de coworking. Segundo o diretor comercial Oswaldo Max, o público desses empreendimentos é variado. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp “É o jovem buscando o primeiro imóvel, o casal sem filhos, o público sênior. E também o investidor, porque esse produto é voltado para rentabilizar. Os prédios estão cada vez mais altos e os apartamentos, menores", disse. Nos últimos cinco anos, o valor do metro quadrado em Itajaí subiu 58%: passou de R$ 8.267 em janeiro de 2022 para R$ 13.098 em janeiro de 2026, segundo o índice da Fipe. Vendas de imóveis residenciais em Itajaí (2022-2026) Nos últimos cinco meses, o preço também mostrou uma sequência de aumentos. O metro quadrado passou de R$ 12.712 em setembro de 2025 para R$ 13.098 em janeiro de 2026. Vendas de imóveis residenciais em Itajaí (SC) nos últimos 5 meses Ao mesmo tempo, o número de imóveis compactos lançados no município triplicou nos últimos quatro anos. Em 2022, foram lançadas 307 unidades. Em 2025, o número saltou para 1.228, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon). O valor geral de vendas no período chegou a R$ 1,7 bilhão (veja gráfico abaixo). 🤔 Moradia ou investimento? Segundo o diretor comercial Oswaldo Max, no centro, onde o metro quadrado é mais valorizado, morar perto de tudo pesa mais do que ter um imóvel grande. Ao mesmo tempo, muita gente compra pensando no futuro, como uma espécie de previdência privada: investe agora para alugar e garantir renda depois. Para Scheila Michaelsen, gerente de construtora, há três fatores claros por trás dessa expansão:. “Primeiro, a mudança do perfil demográfico e de estilo de vida. Temos mais pessoas morando sozinhas, casais jovens sem filhos, profissionais com mobilidade. O segundo ponto é uma nova lógica de investimento imobiliário. O estúdio permite maior liquidez. E o terceiro é que ele não é só uma metragem reduzida. É uma proposta completa de moradia.” Orla de Itajaí Prefeitura de Itajaí/Divulgação O aquecimento deve continuar. De acordo com Eduardo Agostini, presidente do Sinduscon, há um déficit significativo desse tipo de imóvel na cidade. “Hoje temos aproximadamente 15 mil unidades represadas desse tipo de moradia. O mercado deve continuar aquecido pelos próximos cinco a dez anos, até conseguir abastecer esse déficit”, afirma. De trabalhador de obra a investidor A valorização chamou a atenção de quem antes nem cogitava investir em imóvel. Dos 17 aos 19 anos, Felipe Morais trabalhou em diversas obras para pagar a primeira faculdade. Na época, pensar em comprar um apartamento para obter renda parecia distante. Hoje, ele e a esposa, Jaqueline Pereira, decidiram diversificar os investimentos e apostar no mercado imobiliário pela primeira vez. “Eu trabalhei sempre com o mercado de capitais. E o mercado de Santa Catarina é muito aquecido na parte imobiliária. Eu decidi abrir a mente para conhecer esse mercado”, conta Felipe. O apartamento que o casal comprou fica no Centro de Itajaí e faz parte de um empreendimento que promete atrair não só moradores fixos, mas também turistas. “A princípio, a nossa ideia é alugar, justamente para captar estudantes da universidade que fica ali na frente. Mas o futuro a Deus pertence. Por enquanto, nossa ideia é a locação”, explica Jaqueline. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Share this post: