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Ex-funcionários do Samu fazem protesto em Cuiabá após Governo de MT demitir mais de 50 profissionais

2026-03-28 - 16:10

Ex-funcionários do Samu fazem protesto em Cuiabá após serem demitidos Ex-funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Cuiabá protestaram na manhã deste sábado (28) no centro da capital após o Governo de Mato Grosso demitir 56 profissionais do serviço. Na ação, eles cobraram a revisão das demissões e alertaram para o impacto da redução do quadro de trabalhadores na rapidez e eficiência do atendimento de emergência à população. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que as dispensas não devem afetar os serviços. A pasta destacou que, desde a integração do Samu com o Corpo de Bombeiros, em 2025, houve aumento de 30% no número de atendimentos e redução de 36% no tempo de resposta. “Vale lembrar que antes da integração com o Corpo de Bombeiros eram 9 ambulâncias para atendimento do Samu em Cuiabá, após a parceria esse número saltou para 20 ambulâncias, o que comprova que a prestação do serviço não será impactada”, diz trecho do comunicado. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça Durante o protesto, os profissionais caminharam pelas ruas centrais de Cuiabá com cartazes e faixas alertando para os efeitos das demissões sobre o atendimento à população. Alguns seguravam placas com mensagens como “o Samu pertence ao SUS” e “os servidores do Samu foram heróis na pandemia”, enquanto outros cantavam palavras de ordem pedindo diálogo com o poder público. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), 56 profissionais foram desligados, o que representa cerca de 30% do quadro da unidade. Entre os demitidos estão 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem que atuavam diretamente no atendimento à população. Na manhã de sábado, a categoria também esteve na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para acompanhar a sessão ordinária e cobrar explicações. Durante a reunião, os deputados aprovaram um requerimento da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social para convocar o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, que deve prestar esclarecimentos na próxima semana. Os agentes de saúde alegam que a redução do quadro de profissionais pode afetar o tempo de resposta em casos graves, aumentando riscos para pacientes que dependem do serviço de urgência. Enquanto isso, o sindicato afirma que continuará acompanhando a situação e cobrando medidas que garantam a manutenção da qualidade do atendimento. Ex-funcionários do Samu fazendo protesto na região Centro em Cuiabá após demissões Reprodução

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