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Empresas do Consórcio Via SL paralisam temporariamente ônibus em São Luís e alegam falta de repasses

2026-03-28 - 12:00

Rodoviários entram no 3o dia de paralisação Nessa sexta-feira (27), as empresas Expresso Rei de França (antiga 1001) e Expresso Grapiúna, que integram o Consórcio Via SL, confirmaram a paralisação temporária dos ônibus em São Luís. As empresas alegam falta de repasses financeiros da Prefeitura de São Luís. De acordo com a administração das empresas, a paralisação teve início na quarta-feira (25) porque os subsídios referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025 não foram pagos integralmente. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Mesmo com fim da greve geral, rodoviários do Expresso Rei de França, antiga 1001, continuam paralisados Reprodução/TV Mirante Em nota, o Consórcio Via SL informou que a paralisação foi oficializada após uma reunião realizada na garagem das empresas. A medida, segundo o grupo, foi motivada pela incapacidade financeira de manter os serviços sem a regularização dos subsídios devidos pelo poder público municipal. Ainda segundo o consórcio, o subsídio foi totalmente cancelado em outubro, enquanto os pagamentos de novembro e dezembro foram feitos apenas de forma parcial. As empresas alegam que o cenário comprometeu as condições mínimas de trabalho e impediu o cumprimento das obrigações com os funcionários, que enfrentam atrasos salariais. Além disso, o Consórcio Via SL afirma também que o impacto financeiro foi agravado por descontos sobre valores de gratuidades e operações realizadas por aplicativo. Diante da impossibilidade de manter as atividades, o consórcio informou que decidiu viabilizar o desligamento formal dos funcionários, com o objetivo de reduzir prejuízos sociais. Com a medida, motoristas e cobradores poderão acessar direitos como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego. “Entendemos que não seria justo exigir que pais e mães de família continuassem trabalhando sem qualquer perspectiva concreta de regularização imediata”, diz a nota divulgada pelo Consórcio Via SL. Apesar da interrupção das linhas, as empresas ressaltaram que a paralisação não representa o encerramento definitivo das atividades. Segundo o consórcio, a medida é temporária e será mantida até que a Prefeitura de São Luís regularize os débitos pendentes. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de São Luís e aguarda contato. Assim que houver uma resposta, essa reportagem será atualizada. Ainda de acordo com o Via SL, assim que os recursos forem repassados, a prioridade será o pagamento dos salários atrasados, permitindo o restabelecimento da operação e a convocação dos trabalhadores para retorno ao serviço. Linhas e regiões afetadas Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), o Consórcio Via SL conta com uma frota de 194 veículos. As linhas atendem principalmente a região do Cohatrac, áreas populosas da Cidade Operária e parte da região central da capital. Com a paralisação, foram afetadas localidades como: Alto do Turu Cohatrac Forquilha Ipem Turu Kiola Parque Jair Parque Vitória Pedra Caída Recanto Verde Ribeira Tibiri Vila Esperança Vila Isabel Cafeteira Vila Itamar Vila Lobão Há ainda registros de paralisação em bairros como Angelim, Vila Airton Senna, Rio do Meio, Tibirizinho, Vila Buriti e Vila Aparecida. Condenação judicial O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) condenou a Prefeitura de São Luís e empresas do sistema de transporte público — entre elas o Consórcio Via SL, o Consórcio Central e a Viação Primor Ltda. — por falhas na prestação do serviço, como atrasos, superlotação e veículos em condições inadequadas. A decisão determina a adoção de medidas para melhorar o funcionamento das linhas e fixa indenização por dano moral coletivo. A sentença foi proferida pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha de São Luís, em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). O que dizem os órgãos públicos A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informou, em nota enviada à TV Mirante, que parte das linhas operadas pela Expresso Rei de França voltou a funcionar em caráter emergencial, com veículos de outras empresas. A MOB afirmou ainda que os pagamentos do subsídio estadual estão em dia e que trabalha na definição de uma nova operadora para assumir as linhas atualmente atendidas pela Expresso Rei de França.

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