Empresários são presos por fraude fiscal e venda irregular de bebidas na Grande BH
2026-03-20 - 22:50
Galpão onde empresários presos na Grande BH armazenavam bebidas com irregularidades PCMG/Divulgação Dois empresários, de 36 e 48 anos, foram presos em flagrante em cidades da Região Metropolitanada de Belo horizonte por suspeita de sonegação fiscal, fraude tributária, falsidade ideológica, descaminho e crime contra as relações de consumo. Durante a ação, os investigadores apreenderam uma grande quantidade de bebidas alcoólicas com sinais de irregularidades sanitárias, celulares e um veículo. Também foram encontrados itens de origem estrangeira sem comprovação de importação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Segundo a Polícia Civil, a operação ocorreu na quarta-feira (18), em Betim e Sabará, depois que um caminhão dos suspeitos foi abordado pela PRF. A operação foi coordenada pela 2a Delegacia Especializada de Investigação de Fraudes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Bebidas impróprias para consumo Análises técnicas do IMA apontaram a presença de material particulado em algumas bebidas, o que tornava os produtos impróprios para consumo e oferecia risco à saúde pública. Entre os itens apreendidos, havia mercadorias importadas sem documentação regular e sem rotulagem em português, caracterizando indícios do crime de descaminho. Galpão clandestino em Sabará A polícia também localizou um galpão industrial clandestino em Sabará, onde parte da mercadoria era armazenada. No local, foram apreendidos diversos produtos irregulares. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar o esquema criminoso. Abordagem da PRF deu início à investigação A apuração começou na terça-feira (17), quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um caminhão que transportava bebidas alcoólicas sem comprovação de origem. A nota fiscal dos produtos só foi emitida após a intervenção policial, o que indicou tentativa de regularização fictícia da carga e fraude à fiscalização tributária. A partir da abordagem, equipes da Polícia Civil, da Receita Estadual e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) identificaram inconsistências entre as mercadorias e os documentos apresentados, além de constatar que as empresas citadas na papelada não funcionavam nos endereços informados.