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Empresário é mantido preso e esposa vai à domiciliar após operação contra tráfico em RR

2026-03-12 - 20:03

Mãe, filha e genro são presos em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em churrasc A Justiça de Roraima manteve, nesta quinta-feira (12), a prisão preventiva do empresário Gabriel Fialho de Melo, de 29 anos, e converteu a prisão da esposa dele, Tamyris da Silva Liberato dos Santos, de 30, em domiciliar. O casal foi alvo de uma operação da Polícia Civil na quarta-feira (11), suspeito de usar churrascarias em Boa Vista para lavar dinheiro do tráfico de drogas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp As decisões foram proferidas pelo juiz Alexandre Magno Magalhães Vieira, do Núcleo de Plantão Judicial e Audiências de Custódia (Nupac). O g1 entrou em contato com a defesa dos investigados e aguarda o retorno. Durante a audiência de Gabriel, o magistrado homologou a prisão e determinou o encaminhamento dele ao sistema prisional. A pedido da defesa, o juiz ordenou que a unidade prisional seja avisada sobre a necessidade do investigado ter acesso a remédios controlados em razão de problemas de saúde. Já na audiência de Tamyris, a defesa solicitou a concessão da prisão domiciliar. O argumento foi o fato de ela ter um filho de 9 anos de idade diagnosticado com autismo. O juiz acatou o pedido. "Com efeito, verifica-se in casu que a ora custodiada possui um filho menor, criança de 09 (anos) autista, conforme documentos acostados nos autos [...], razão pela qual entende o Juízo que ela faz jus à PRISÃO DOMICILIAR", escreveu o juiz Alexandre Magno na decisão. Para cumprir a prisão domiciliar, Tamyris não poderá se ausentar de casa sem autorização judicial, precisará comparecer à Justiça sempre que for intimada e está proibida de mudar de endereço sem comunicação prévia. Operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro Gabriel Fialho de Melo, Tamyris da Silva Liberato dos Santos e a mãe dela, Roseli da Silva Santos, de 49 anos, foram presos nesta quarta-feira (11) durante operação da Polícia Civil que investiga um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Um irmão de Gabriel, também investigado, está foragido. As investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) apontam que o grupo usava as empresas de fachada, como churrascarias e exportadoras de alimentos em Boa Vista, para movimentar os recursos do crime e dar aparência legal ao dinheiro do tráfico. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 77 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Durante a operação, foram apreendidas joias, bolsas de marcas de alto valor, veículos, documentos, telefones celulares e mais de R$ 30 mil em dinheiro. Operação da Polícia Civil prende casal e bloqueia até R$ 77 milhões de grupo suspeito de tráfico em Roraima Divulgação Também foram encontradas cédulas estrangeiras da Bolívia, Colômbia, Guiana e Venezuela, o que, segundo a polícia, reforça a suspeita de movimentação financeira ligada ao tráfico internacional de drogas. Autuados também em flagrante Contra Gabriel e Tamyris havia um mandado de prisão preventiva por tráfico. Roseli, no entanto, não era alvo da investigação sobre o tráfico. Ela foi presa porque na hora da operação estava com os medicamentos Tirzepatida, Lipoless e Retatrutide, utilizados em tratamentos médicos e associadas a processos de emagrecimento. A suspeita da polícia é que esses remédios tenham entrado ilegalmente no Brasil pelo Paraguai. Por causa disso, Gabriel, Tamyris e Roseli também foram autuados em flagrante por crime contra a saúde pública. Operação da Polícia Civil prende casal e bloqueia até R$ 77 milhões de grupo suspeito de tráfico Divulgação A ação desta quarta foi resultado de investigação que começou em novembro de 2024. À época, foram apreendidos 270 Kg de skunk, a "supermaconha". A droga estava com garimpeiros e havia sido escondida em meio a sacos de esterco de boi para disfarçar o cheiro. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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