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Emirados Árabes prendem 45 pessoas por filmar e divulgar vídeos durante ataques do Irã

2026-03-13 - 21:53

Fumaça sai do porto de Zayed após um ataque iraniano em 1o de março de 2026 REUTERS/Abdelhadi Ramahi A polícia de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, anunciou nesta sexta-feira (13) a prisão de 45 pessoas, incluindo estrangeiros, por “divulgação de informações enganosas, gravação e compartilhamento de vídeos”, enquanto o Irã mantém ataques na região do Golfo. Segundo a polícia, os suspeitos filmaram diferentes locais durante os ataques e publicaram as imagens nas redes sociais. Eles também são acusados de divulgar informações incorretas que poderiam influenciar a opinião pública e espalhar rumores. Nos Emirados Árabes Unidos, esse controle se apoia na lei de combate a rumores e crimes cibernéticos, que prevê punições para a divulgação online de informações consideradas falsas ou prejudiciais à segurança pública. Segundo o jornal The Guardian, um britânico também foi detido por filmar e publicar conteúdo relacionado aos ataques ao Irã em Dubai. O homem, de 60 anos, estava na cidade como turista. Ainda de acordo com a reportagem, países do Oriente Médio reforçaram restrições à divulgação de informações em meio ao conflito na região. Governos locais demonstram preocupação com imagens que revelem locais atingidos por mísseis ou drones, ou que mostrem a interceptação de projéteis, por considerarem que esse tipo de material pode expor informações sensíveis de segurança. O jornal também relata que Israel passou a restringir a publicação de conteúdos considerados ameaça direta à segurança, como transmissões ao vivo que mostrem o horizonte das cidades durante ataques ou imagens que permitam identificar pontos de impacto de mísseis. Segundo o Guardian, monarquias do Golfo e o próprio Irã também endureceram controles sobre jornalistas e moradores, incluindo estrangeiros, em meio ao aumento das hostilidades na região.

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