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Em área nobre e avaliada em R$ 3,7 milhões: como é a mansão comprada por fiscal morto por ex-prefeito de Campo Grande

2026-03-26 - 14:00

Mansão de ex-prefeito que matou fiscal tributário fica em área nobre de Campo Grande O imóvel do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que foi cenário do homicídio do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, está localizado em área nobre da capital sul-matogrossense e foi avaliado em R$3,7 milhões. A mansão, de 678 m2 foi arrematada em leilão por Mazzini por R$2,4 milhões. O servidor público atuava na Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz) e foi morto pelo ex-prefeito nessa terça-feira (24) ao tentar entrar na casa. Alcides Bernal está em prisão preventiva no presídio militar de Campo Grande. O corpo de Roberto Carlos Mazzini foi sepultado na tarde dessa quarta-feira (25). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao g1, Alcides Bernal informou que foi alertado pelo sistema de segurança sobre uma suposta invasão e agiu em legítima defesa. No imóvel, estavam a vítima e outros dois homens, entre eles um chaveiro, que possibilitou a entrada na casa. Em nota, a família de Mazzini afirmou que ele estava no imóvel de forma legal, após a casa ter sido adquirida em leilão junto à Caixa Econômica Federal. Segundo os familiares, o local constava como desocupado e a vítima estava desarmada quando foi surpreendida pelos disparos, sem chance de defesa. A família manifestou tristeza e pediu justiça. Leia a íntegra da nota mais abaixo. Portão da mansão do ex-prefeito foi encontrada sem fechadura após fiscal ser baleado. José Aparecido/TV Morena A mansão A TV Morena, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso do Sul, teve acesso ao registro da propriedade. O documento mostra que o imóvel foi adquirido por Bernal em 16 de agosto de 2016, por R$1,7 milhão. e colocado como garantia em um financiamento da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 858 mil, com prazo de pagamento de 29 anos. A residência tem 678 m2 de área construída em um terreno de 1,4 mil m2, com três quartos, dois banheiros, três salas, cozinha, lavabos, área de serviço e seis vagas de garagem. A mansão fica localizada na rua Antônio Maria Coelho, região do Jardim dos Estados, área nobre de Campo Grande (veja vídeo acima). Histórico judicial do imóvel Em 17 de outubro de 2017, a 1a Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande determinou a indisponibilidade de 50% da casa, impedindo venda ou doação. A restrição foi cancelada em 26 de janeiro de 2018, mas voltou a ser aplicada em 8 de fevereiro de 2018, sendo novamente revogada em 27 do mesmo mês. Em 3 de novembro de 2021, a Justiça bloqueou a posse direta do imóvel. A casa foi penhorada em 3 de abril de 2024 pelo Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, no valor de R$ 3 milhões. Em 20 de junho de 2025, a Prefeitura de Campo Grande fez o arresto da propriedade para garantir o pagamento de uma dívida tributária de R$ 80.287,97, atualizada em 2023. O último registro na matrícula é de 25 de julho de 2025, quando a Caixa Econômica Federal assumiu definitivamente a casa por falta de pagamento. A instituição deveria levar o imóvel a leilão para tentar quitar o saldo devedor. O leião teve início em às 10h de 25 de novembro de 2025. LEIA TAMBÉM ÁUDIO: ex-prefeito de Campo Grande confessa que matou fiscal tributário PRISÃO: Alcides Bernal é transferido para presídio militar CONHEÇA: Saiba quem é Alcides Bernal Desocupação do imóvel Após o crime, foi encontrada uma notificação extrajudicial no carro de Roberto Carlos Mazzini, assinada em 20 de fevereiro deste ano. O documento pede que Alcides Bernal desocupe o imóvel. “Diante do exposto, fica V.Sa NOTIFICADO a desocupar o imóvel voluntariamente, livre de pessoas e bens, no prazo de 30 dias, contados a partir do recebimento desta notificação, entregando as chaves ao notificante ou administradora” Mansão de Alcides Bernal foi avaliada em R%3,7 milhões. Huanderson Merlotti/TV Morena A notificação reforça que Mazzini queria reaver a casa após "venda do referido imóvel pela Caixa Econômica Federal". O que diz a família da vítima Em nota, a família de Roberto Carlos Mazzini afirmou que a mansão havia sido adquirida diretamente com o banco e não pertencia mais ao ex-prefeito. Leia a íntegra: A família Mazzini manifesta profunda consternação e tristeza diante dos fatos ocorridos. Roberto Mazzini era um homem de família — filho, pai, esposo, irmão e sogro — cuja perda deixa um vazio irreparável. O imóvel em questão havia sido adquirido diretamente junto à Caixa Econômica Federal. Tratava-se de um bem que já não pertencia ao antigo proprietário, tendo este perdido a propriedade anteriormente (ele havia sido regularmente notificado disso). O contrato de compra e venda foi firmado e o cartório competente certificou que o imóvel se encontrava desocupado no momento da aquisição. Temos conhecimento de imagens que demonstram que Roberto Mazzini estava entrando no imóvel, adquirido por meios legais e descrito como desocupado na documentação de aquisição, quando foi surpreendido. Segundo as informações apuradas até o momento, após ser notificado por equipe de segurança, o Sr. Alcides Bernal dirigiu-se ao local armado e ingressou na residência efetuando disparos. Os indícios apontam que sua conduta foi deliberada e antecedida de decisão consciente. Roberto Mazzini estava desarmado, foi atingido covardemente nas costas e não teve qualquer possibilidade de defesa. Diante dessa tragédia, a família clama por justiça e confia que os fatos serão rigorosamente apurados, com a devida responsabilização dos envolvidos. Reiteramos nosso luto e pedimos respeito neste momento de dor. Ex-prfeito de Campo Grande, Alcides Bernal, e a vítima morta por ele na capital, Roberto Carlos Mazzini Arquivo g1 e Redes Sociais Ex-prefeito atira contra servidor na capital Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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