Em mensagens à namorada, Vorcaro diz estar 'sofrendo uma extorsão' em Brasília
2026-03-05 - 15:33
Em uma das trocas de mensagem entre o banqueiro Daniel Vorcaro e sua namorada, Martha Graeff, o dono do Banco Master diz à companheira estar "sofrendo uma extorsão", em setembro de 2024. Ele não cita quem estaria praticando a extorsão. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp O diálogo do dia 4 de setembro de 2024 consta em mensagens reunidas em documentos que estão sendo analisados pela CPMI do INSS no Senado. Nos documentos, o nome de Daniel Vorcaro aparece com a abreviação DV. - DV : Hoje foi um dia pessimo pra mim - Martha Graeff: Por que??? O que aconteceu? - DV: Nada demais - DV: Sofrendo uma extorsão bem chata - DV: But its ok - Martha Graeff: Mas de quem? - DV: Difícil me abalar e jogar pra baixo - Martha Graeff: Tô triste com isso. Espero que se resolva logo 🙏 - DV: Fica não amor - DV: Tá tudo bem Prisão de Vorcaro Daniel Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes, apelidado de “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva foram presos na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. A prisão ocorreu por volta das 6h, quando Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em SP. Nesta terceira fase, a Operação investiga crimes de lavagem de dinheiro, fraude processual e obstrução de justiça. Na decisão do ministro do STF, André Mendonça, afirma que Daniel Vorcaro chefiava uma espécie de milícia privada que monitorava autoridades e perseguia jornalistas. Essa foi a primeira decisão de Mendonça como relator do caso na Corte, após assumir a função em fevereiro devido à saída de Dias Toffoli da relatoria. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Esta etapa da Operação foi deflagrada a partir das mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido em novembro de 2025. As mensagens mostram que o grupo também teria se infiltrado no Banco Central. Os investigadores afirmam que dois servidores de alto escalão, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, recebiam propina para dar informações privilegiadas a Daniel Vorcaro.