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Eleição direta para governador do RJ é suspensa

2026-03-29 - 00:10

Eleição para governador do RJ é suspensa Globo O ministro do STF Cristiano Zanin suspendeu a eleição indireta para a escolha do novo governador do Rio de Janeiro e manteve o presidente do Tribunal de Justiça no cargo até que o plenário da Corte decida se a eleição será direta ou indireta. A decisão foi tomada de forma individual e provisória na noite de sexta-feira, atendendo a um pedido do PSD. A sigla questiona o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral de que as eleições para o governo do estado devem ocorrer de forma indireta, com votos apenas dos deputados estaduais. O caso teve início após a renúncia do então governador Cláudio Castro. O PSD afirma que o ex-governador, ao deixar o cargo, fez uma manobra para manter seu grupo político no poder. Cláudio Castro não quis se manifestar. O partido também sustenta que há decisões anteriores da Justiça determinando a realização de eleições com voto popular quando o cargo fica vago a mais de seis meses do fim do mandato. Na decisão, Zanin suspendeu a realização de eleições indiretas para os cargos de governador e vice-governador do estado do Rio de Janeiro e determinou que, até o fim do julgamento da ação, seja mantido no cargo o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro. Na quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal começou a julgar outra ação sobre as eleições no Rio, que tratava das regras para a eleição indireta. O julgamento ocorria no plenário virtual e terminaria na próxima segunda-feira. Os ministros discutiam se a eleição deveria ter voto secreto ou aberto e qual seria a data de desincompatibilização, prazo para que candidatos deixem cargos públicos para concorrer. Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes abriu divergência, não em relação às regras da eleição indireta, mas à própria realização desse tipo de eleição. Para ele, as eleições devem ser diretas, com voto popular. Segundo Moraes, a eleição indireta diminui a legitimidade democrática ao submeter a escolha do chefe do Executivo a um corpo eleitoral reduzido, em um contexto de crise institucional marcado por possível influência de grupos criminosos e pela vulnerabilidade do ambiente político fluminense, o que aumenta o risco de captura do processo político-eleitoral. Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e pelo próprio Cristiano Zanin. Os outros seis ministros não trataram desse ponto em seus votos. Na decisão individual, Zanin afirmou que a discussão sobre a eleição ser direta ou indireta surgiu após a divergência apresentada por Moraes e precisa ser analisada de forma presencial pelos ministros. Ele suspendeu o julgamento virtual e determinou que as duas ações sejam analisadas em conjunto pelo plenário físico da Corte, o que depende do presidente do STF, Edson Fachin. A data do julgamento ainda não foi definida, mas a expectativa é que ocorra após o feriado de Páscoa. LEIA TAMBÉM Moraes limita atuação do Coaf para fornecer relatórios de inteligência financeira

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