Disparada do petróleo: Haddad defende que não se tomem 'decisões açodadas', mas diz que BC é autônomo sobre taxa de juros
2026-03-10 - 13:23
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (10) que não se tomem o que ele chamou de "decisões açodadas" por conta da dispara do preço do petróleo, que, se não revertido, contaminará a inflação (via alta dos preços dos combustíveis). Questionado por jornalistas se a forte alta no preço do petróleo não pode prejudicar a intenção já anunciada do Banco Central de iniciar o processo de corte de juros na próxima semana, ele lembrou dos primeiros dias do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump — posteriormente revertido em parte. "Nós não podemos correr risco de tomar decisões açodadas. Você lembra no caso do tarifaço? No caso do tarifaço, houve um pânico gerado pela extrema direita de que aquilo ia quebrar a economia brasileira que o Brasil finalmente ia se render ao império do norte que ia ter que aceitar as exigência deles em relação ao Bolsonaro E nada disso aconteceu", disse Haddad. Após ultrapassar a barreira dos US$ 120 no decorrer desta semana, o nível mais alto em mais de três anos, os preços do petróleo caíam nesta terça após Donald Trump afirmar que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve, o que reduziu as preocupações com interrupções prolongadas no abastecimento global. Os contratos futuros do Brent crude oil recuavam US$ 6,28, ou 6,3%, para US$ 92,68 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía US$ 6,19, ou 6,5%, para US$ 88,58 por barril.