Depois do samba, o choro, alívio e cansaço: o que fica na dispersão do Anhembi
2026-02-14 - 14:36
Emoção e cansaço marcam dispersão na primeira noite de desfiles do Carnaval de SP Após desfilar no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, a dispersão é marcada pela emoção dos integrantes das escolas de samba. Há muito choro, aplausos e gritaria. Também é possível ver integrantes deitados no chão devido ao cansaço físico e outros que rapidamente ajudam os companheiros a retirarem as fantasias pesadas o quanto antes. O g1 SP acompanhou a dispersão de duas escolas de samba que desfilaram no primeiro dia do Grupo Especial, na sexta-feira (13). A primeira escola de samba foi a Mocidade Unida da Mooca, que pela primeira vez desfilou no Grupo Especial. Na concentração o clima entre os integrantes já era muita animação por abrir o dia em um novo grupo, e o que se falava nos bastidores era: “quando acabar tudo vai ser emoção pura”. E foi. Assim que a comissão de frente entrou na área da dispersão, o choro tomou conta do ambiente. Os aplausos vieram com o primeiro carro alegórico e isso ocorreu até o último carro. Podia ouvir muitos gritando "conseguimos, conseguimos". "Estou muito cansada, mas vale muita a pena, muito mesmo", disse uma integrante de ala ao g1. "Primeira vez que eu desfilo. É muito cansaço e bem pesada a fantasia. Mas quando você entra na avenida tudo some. É bem incrível", afirmou Ian Maeda. Dispersão da escola Mocidade Unida da Mooca Paola Patriarca/g1 O g1 também registrou alguns integrantes deitados e sentados no chão passando mal, mas que foram atendidos rapidamente pelos socorristas. Outros recebendo garrafas de água para alivar o cansaço físico. "Valeu a pena. Foi muito bom. A gente torce pelos resultados e foi muito gratificante. Meu quarto ano na Mocidade Unida da Mooca. Conseguimos passar e torcemos para que consigamos alcançar os objetivos. É uma emoção muito grande. Difícil para explicar. Viemos para ficar", afirmou Márcia. Regina Cesário. Integrante da escola Mocidade Unida da Mooca recebendo atendimento de socorristas na dispersão do Anhembi Paola Patriarca/g1 Áurea Bella, da comissão de frente, falou sobre como lidou com a emoção durante o desfile "O que as pessoas assistem é o resultado de meses de preparação, de trabalho. A gente está ensaiando desde antes de agosto. Estamos nos preparando fisicamente, alimentação, para passar a mensagem que queríamos. O preparo vai além do físico. Sou bailarina há anos, mas também tem que cuidar da mente, do espírito", afirmou. Dispersão da escola de samba Mocidade Unida da Mooca Paola Patriarca/g1 A dispersão do Vai-Vai, sexta escola a desfilar, também foi marcada por choro de alívio e sinais de exaustão. Neste ano, a agremiação do Bixiga homenageou a companhia cinematográfica Companhia Cinematografica Vera Cruz e a cidade de São Bernardo do Campo. O desfile da escola, conhecida como Saracura, começou por volta das 5h40, com mais de uma hora de atraso, após o espalhamento de óleo na pista durante a apresentação da Acadêmicos do Tatuapé. Assim que cruzaram a avenida, o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thiago Macorin e Nathalia Avelino, buscou água. Em seguida, receberam um kit lanche da equipe da escola. Segundo Nathalia, o que a manteve tranquila durante o percurso foi a parceria com o companheiro de dança. “Ele me traz tranquilidade. A gente vem treinando há meses. Eu sabia que ia dar certo.” Segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thiago Macorin e Nathalia Avelino. Fábio Tito/g1