Daniel Vorcaro deixa presídio no interior de São Paulo e inicia transferência para Brasília
2026-03-06 - 14:53
Caso Master: Mensagens de Daniel Vorcaro mostram relação com políticos e agentes públicos O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (6), e iniciou a transferência para Brasília. Equipes da Rede Vanguarda, afiliada da Globo no Vale do Paraíba, flagraram o momento em que o banqueiro deixou o presídio, por volta das 11h. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Preso na quarta-feira (4) em São Paulo, em uma nova fase da operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras, o banqueiro foi transferido para o novo "presídio dos famoso", em Potim, na quinta-feira (5). Ainda na quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça aceitou um pedido da Polícia Federal (PF) e determinou a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília. Na decisão, o ministro, que é relator do caso do Bando Master no STF, ressaltou que a Polícia Federal alega que a permanência de Vorcaro no presídio estadual de SP oferece "risco à segurança pública", pois "detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado". A PF destacou ainda no pedido que "a penitenciária federal em Brasília apresenta condições institucionais que permitem monitoramento mais próximo da execução da custódia, considerando a localização da unidade em relação aos órgãos responsáveis pela condução da investigação e pela supervisão judicial das medidas cautelares adotadas no âmbito desse supremo tribunal federal." Em troca de mensagens com a então namorada, Vorcaro diz que negócio de banco é igual a máfia Jornal Nacional/ Reprodução Prisão de Daniel Vorcaro O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso na quarta-feira (4), pela Polícia Federal em São Paulo, em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras. A defesa de Vorcaro diz que ele "sempre esteve à disposição das autoridades" e "jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça". A defesa negou "categoricamente as alegações atribuídas" a ele e disse confiar "que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta". Reiterou ainda a "sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições". O cunhado dele, Fabiano Zettel, também foi alvo de um mandado de prisão e se entregou na Superintendência da PF. A defesa disse que "em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades". As prisões aconteceram como parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que, segundo a PF, tem o objetivo de investigar a "possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa". PF prende Vorcaro acusado de formar milícia para pagar propinas e intimidar adversários A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator do caso, que assumiu no mês passado. 🔎 Segundo a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto de Guarulhos, na Grande SP. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país. Havia um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que já foi levado para a Superintendência da PF na capital paulista. Além de Vorcaro e Zettel, foram alvo da operação o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas. Fachada do Banco Master na Faria Lima e Daniel Vorcaro Amanda Perobelli/Reuters; Reprodução Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina