Dólar abre com investidores atentos ao petróleo e a falas de Trump sobre Irã
2026-03-23 - 12:10
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (23) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No mercado internacional de petróleo, os preços inverteram o sinal nesta segunda-feira. Após chegar a US$ 113 por barril, o Brent passou a recuar mais de 10% depois de Trump afirmar que houve conversas consideradas produtivas entre Estados Unidos e Irã e que eventuais ataques a instalações energéticas iranianas seriam adiados. Por volta das 9h (horário de Brasília), o Brent com vencimento mais próximo registrava queda de 10,23%, a US$ 100,71 o barril. Já o WTI recuava 10,39%, cotado a US$ 88. Durante a manhã, o Brent chegou a operar abaixo de US$ 100. ▶️ A sinalização de avanço no diálogo entre Washington e Teerã também teve reflexo nos mercados acionários. Perto das 9h (horário de Brasília), os futuros do S&P 500 e do Nasdaq subiam 2,45%, enquanto os contratos do Dow Jones avançavam 2,65%. ▶️ No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou na sexta-feira que a Petrobras pode recomprar a Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), situada na Bahia. ▶️ Em meio a um cenário de combustíveis mais caros, levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o preço do diesel aumentou 20,6% na segunda semana de março em comparação com o período de 22 a 28 de fevereiro, alcançando R$ 7,65 por litro. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,11%; Acumulado do mês: +3,40%; Acumulado do ano: -3,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,81%; Acumulado do mês: -6,66%; Acumulado do ano: +9,37%. Trump nega um cessar-fogo no Irã Trump disse nesta sexta-feira que não quer um cessar-fogo no Irã. A guerra entrará na quarta semana neste sábado, sem qualquer sinal de negociação para encerrar o conflito. "Podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo", disse Trump a repórteres. "Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado. (...) Não é isso que queremos." Questionado se Israel estaria disposto a encerrar a guerra assim que os EUA concluírem sua ação militar, Trump respondeu: "Acho que sim". O presidente também falou sobre o Estreito de Ormuz. Segundo ele, "seria bom" se China e Japão ajudassem a garantir a segurança no canal marítimo. O estreito de Ormuz, controlado por Teerã, está fechado desde o início dos ataques de EUA e Israel. A passagem é essencial para o escoamento de 20% do petróleo e gás mundial, e seu bloqueio tem afetado o preço do combustível e derivados de petróleo no mundo — inclusive nos EUA, onde uma inflação alta pode impactar na popularidade de Trump e nas eleições legislativas de novembro. No Brasil, o diesel acumulou alta de cerca de 25% desde o início do conflito, refletindo o avanço do petróleo no mercado internacional e pressionando a cadeia logística e a inflação. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pediu que a Petrobras aumente a oferta de combustíveis e reforçou o monitoramento do setor, mas afirmou que não há risco de desabastecimento no país. Bancos centrais mantêm taxas de juros após a guerra Os principais bancos centrais de países ricos mantiveram os juros estáveis nesta semana, mas deixaram claro que podem voltar a subir as taxas caso a inflação aumente por causa da guerra e da alta nos preços da energia. Com o conflito no Oriente Médio, investidores passaram a acreditar menos em cortes de juros no curto prazo e até começaram a considerar novas altas em algumas economias, como Reino Unido e zona do euro. Além do banco central dos EUA, que manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, outros países, como Reino Unido, Canadá e Europa, também seguraram suas taxas, mas com tom mais cauteloso. Na contramão, o banco central da Rússia reduziu os juros para 15% ao ano, após sinais de desaceleração da inflação e de maior equilíbrio na economia. Ainda assim, alertou que o cenário externo ficou mais incerto e que novos cortes dependerão do comportamento dos preços. 👉Na prática, o cenário é de incerteza: se a guerra continuar pressionando os preços, os bancos centrais podem manter juros altos por mais tempo ou até aumentar as taxas para tentar controlar a inflação. Haddad entra na disputa pelo governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) foi anunciado ontem (19) como pré-candidato ao governo de São Paulo e afirmou que disputa para ganhar. Mais cedo, Dario Durigan foi escolhido como substituto de Haddad no Ministério da Fazenda. O evento para o lançamento da candidatura aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Além do ex-ministro, também subiram ao palco o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Haddad destacou que não vê a candidatura como “sacrifício” e defendeu seu projeto político, com foco em sintonia com o governo federal. Uma pesquisa recente do Datafolha mostra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na liderança das intenções de voto, com Haddad em segundo lugar, mas ainda distante. O cenário indica disputa competitiva para a eleição de 2026 no estado. Mercados globais Em Wall Street, as principais bolsas fecharam em queda, refletindo a cautela dos investidores. O índice Dow Jones caiu 0,97%, aos 45.576,83 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 1,51%, aos 6.506,67 pontos. O Nasdaq, por sua vez, teve perdas de 2,01%, aos 21.647,61 pontos. As bolsas da China tiveram uma semana negativa e registraram a maior queda desde novembro, pressionadas pelas tensões no Oriente Médio e pelo clima de incerteza no mercado global. Os principais índices fecharam em queda, com destaque para Xangai (-1,24%), CSI300 (-0,35%) e Hang Seng (-0,88%). No acumulado da semana, as perdas foram mais intensas, refletindo a cautela dos investidores. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters