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CPMI do INSS: governo exonera ministro da Agricultura para tirar voto da oposição em dia decisivo

2026-03-27 - 20:50

Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento e prisão de Lulinha O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou, nesta sexta-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD). Com a volta de Fávaro ao Senado Federal, a composição da CPMI do INSS muda. A senadora Margareth Buzetti (PP-MT), suplente de Fávaro e alinhada à oposição ao governo Lula, é titular do colegiado na quinta vaga do bloco parlamentar dos partidos (MDB, PSDB, Podemos, União). Com a volta de Fávado ao Senado, Buzetti perde o mandato, e o primeiro suplente, senador Beto Faro (PT-PA), que assumiu essa posição na manhã desta sexta, passa ter vaga de titular. O governo tenta evitar que o relatório elaborado pelo relator, Alfredo Gaspar (União-AL), que solicita que a Advocacia do Senado peça à Justiça a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Apesar da citação, o relatório só terá efeitos se for aprovado. O relator começou a leitura do relatório nesta sexta, o documento precisa ser votado até sábado (28), data limite de funcionamento da CPMI, para ter algum efeito. Na quinta, o STF negou a prorrogação da CPMI Com a mudança, a expectativa é que o governo reúna o voto de 20 parlamentares para rejeitar o texto apresentado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Ao longo dos últimos dias, a composição da CPMI do INSS sofreu inúmeras alterações, com base e oposição trocando membros e aliados em busca de uma maioria dos votos. Com isso, parlamentares que sequer compuseram a comissão se tornaram memrbos no último dia para garantir votos. "O ministro Fávaro acabou de ser exonerado para votar no meu lugar. O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator, que está tendo detalhes", reclamou Buzetti durante a sessão que lê o relatório final da comissão. Ao sair da comissão, a senadora falou com a imprensa que se sentiu desrespeitada pela atitude de Fávaro e que o governo teve medo do voto dela. Criticou a base e o governo por buscarem blindar Lulinha. “Ele é o titular da pasta, a cadeira é dele, mas a gente merece o mínimo de respeito. [...] É muito bom ser mulher”, finalizou. Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, com o presidente Lula Ricardo Stuckert/PR Suspeitas sobre Lulinha De acordo com investigadores da Polícia Federal, a suspeita sobre Lulinha surgiu depois que um ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes prestou depoimento à PF e disse que Antunes comentava com sua equipe que pagava uma mesada de R$ 300 mil para o filho do presidente Lula. Essa mesada seria para que Lulinha fizesse lobby para Antunes vender medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde, segundo a testemunha. O empresário Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", está preso por suspeita de desvios de pensões e aposentadorias. O Careca tentou vender frascos de canabidiol ao Ministério da Saúde, mas nenhum contrato foi assinado. A defesa de Lulinha diz que o filho do presidente viajou com Antunes para conhecer uma fábrica de canabidiol em Portugal, mas nega irregularidades e envolvimento com desvios no INSS. "Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS", diz o advogado Marco Aurélio Carvalho.

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