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Corpo de jovem trans desaparecida é encontrado pelo pai em Coqueiro Seco, em Alagoas

2026-02-12 - 10:15

Jovem trans é assassinada em Coqueiro Seco, em Alagoas Reprodução/TV Asa Branca Alagoas O corpo de uma jovem trans que estava desaparecida foi encontrado, na última quarta-feira (11), no município de Coqueiro Seco, na região metropolitana de Maceió. Durante as buscas realizadas por familiares e amigos, o pai da jovem encontrou a cabeça dela. A Polícia Civil investiga o caso. De acordo com informações apuradas pela TV Asa Branca Alagoas, a vítima foi identificada como Jhonata, tinha 17 anos e utilizava o nome social "Manu". Ela estava desaparecida desde o último sábado (7). Não há informações sobre a motivação do crime ou sobre a causa da morte. Hora após encontrarem a cabeça, o corpo de Manu foi localizado pelos bombeiros em uma ribanceira de aproximadamente 200 metros, na Fazenda das Flores, localizada no município. Ele foi entregue ao Instituto Médico Legal (IML). A TV Asa Branca Alagoas apurou ainda que após o achado do corpo, um suspeitou chegou a se apresentar à polícia, prestou depoimento e foi liberado. Até a publicação dessa reportagem, ninguém foi preso. O Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos da População LGBTQIA+ de Alagoas repudiou o crime e disse que "o caso provoca indignação, dor e consternação". O conselho reiteirou que cobra das autoridades uma investigação rigorosa, célere e transparente para responsabilizar os culpados. Quem era Manu era ex-integrante da quadrilha junina Brilho Lunar, de Coqueiro Seco Reprodução/Redes sociais Manu era estudante e ex-integrante da quadrilha junina Brilho Lunar. Nas redes sociais, uma publicação foi feita em homenagem à ela, lamentando a morte e reforçando a alegria da vítima. "Sua presença iluminava nossos ensaios, nossas apresentações e, principalmente, nossas vidas. Manu não foi apenas parte da Brilho Lunar - foi brilho, foi afeto, foi alegria compartilhada em cada passo, em cada sorriso, em cada momento vivido ao nosso lado", disse um trecho da postagem. Outros crimes Bianca Costureira, de 50 anos, assassinada a facadas. Arquivo pessoal Em 25 de janeiro desse ano, uma outra mulher trans foi assassinada em Alagoas. Bianca Costureira, como era conhecida, tinha 50 anos e foi morta a facadas na Travessa Boa Vista, no município de Porto Calvo, interior de Alagoas. Ela foi assassinada com 25 facadas. O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi preso em Maceió, capital alagoana, em 3 de fevereiro. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi motivado por cíumes. Realidade invisibilizada Ser trans e envelhecer: realidade invisibilizada

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