Corpo de brasileira que estava desaparecida é encontrado em floresta do Canadá
2026-03-05 - 11:43
Polícia do Canadá identifica corpo de goiana que estava desaparecida no país O corpo da brasileira Letícia Alves de Oliveira, que estava desaparecida há dois anos, foi encontrado em uma floresta no Canadá. Segundo Frederico Alves de Oliveira, irmão da vítima, autoridades canadenses cruzaram o DNA do corpo com amostras genéticas de Letícia e confirmaram a identificação. Letícia era natural de Goiânia, mas estava nos Estados Unidos quando desapareceu. Segundo um familiar entrevistado pelo g1, a última informação que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em 2023. De acordo com informações da ONG Unidentified Human Remains Canada, caçadores encontraram o corpo de Letícia em uma floresta em Quebec, em abril de 2024. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp "A vítima estava vestindo várias peças de roupa, incluindo um toque, casaco de inverno, jeans, meias de lã e botas de inverno. Foi realizada uma autópsia e a causa provável da morte deve-se à hipotermia ambiental", diz o texto publicado nesta semana. Segundo o irmão de Letícia, a família foi comunicada sobre a confirmação do DNA na última quinta-feira (26). Ainda não há informações sobre o translado do corpo. Letícia em fotos enviadas para a família Arquivo pessoal/Frederico Alves Oliveria LEIA TAMBÉM: EUROPA: Goiana que morreu em Portugal tinha suspeita de endometriose, diz família GUERRA: Empresária goiana em Dubai diz ter ouvido o barulho de mísseis sendo interceptados durante ataque do Irã Goiana é encontrada morta no Japão Desaparecimento Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestra em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Segundo a família, ela havia iniciado uma ação de visto americano em um escritório de advocacia em Boston, em 2023. "Letícia sonhava alto, queria terminar seu doutorado e sonhava em viver num mundo menos intolerante. [...] Espero que eu redescubra a paz no futuro, mas agora, meu sentimento é de profunda escuridão", desabafou o irmão. No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, Frederico conta que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou presa entre janeiro e abril de 2024. Letícia tem uma filha, hoje com 12 anos, com quem ela falava por telefone enquanto estava no exterior. Ainda segundo o irmão, as redes sociais de Letícia foram gradualmente apagadas e a conta no Facebook deletada no início de 2024. Frederico conta que a Polícia Federal havia arquivado o caso da irmã e que foram anos de angústia desde o desaparecimento dela. "As autoridades não escutaram nosso grito de socorro", disse ele. Segundo o médico, Letícia sonhava alto e queria terminar o doutorado. Nos últimos anos de vida ela interrompeu os estudos no ITA para se dedicar à igreja, em trabalhos de colportagem e ações missionárias. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás