Concurso para diplomata tem salário de R$ 22,5 mil, vagas para indígenas e prova em Campo Grande
2026-02-21 - 14:33
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriu concurso para a carreira de diplomata com 60 vagas e salário inicial de R$ 22.558,56. As provas da primeira fase serão aplicadas em todas as capitais, incluindo Campo Grande. Duas vagas são reservadas a candidatos indígenas. As inscrições seguem até 25 de fevereiro de 2026, das 10h às 18h, no horário de Brasília. O cargo é de terceiro-secretário, porta de entrada da carreira diplomática. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Do total de vagas, três são destinadas a pessoas com deficiência, 15 a candidatos pretos e pardos, uma a quilombolas e duas a indígenas. As demais são de ampla concorrência. O concurso será executado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). A seleção terá duas fases. A primeira fase é composta por prova objetiva, no modelo certo ou errado, com questões de Língua Portuguesa, Inglês, História, Geografia e Direito, entre outras disciplinas. A segunda fase terá provas escritas das mesmas matérias e de um idioma adicional, Espanhol ou Francês. Para concorrer às vagas reservadas, o candidato deve se autodeclarar no momento da inscrição. No caso de indígenas e quilombolas, haverá verificação documental por comissão formada, em sua maioria, por integrantes desses grupos. Os aprovados ingressam no Curso de Formação do Instituto Rio Branco, etapa obrigatória para confirmação no cargo. Entre as funções estão atividades de representação, negociação e defesa de interesses do Brasil no exterior. Durante o período de inscrição, também será possível solicitar isenção da taxa. Candidatos indígenas podem optar por concorrer à bolsa do Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco. O governo federal lançou, em abril de 2025, um programa de bolsas para preparar candidatos indígenas para o concurso. A iniciativa foi firmada entre o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério das Relações Exteriores e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).