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Comissão do Senado instala grupo de trabalho para acompanhar desvios do Banco Master

2026-02-04 - 14:45

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou nesta quarta-feira (4) um grupo de trabalho (GT) para acompanhar as investigações relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master. A iniciativa de criar um grupo de trabalho foi do presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL). O plano de trabalho deve prever visitas institucionais aos: presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo; presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho; e diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O grupo poderá convocar autoridades para depoimentos, aprovar requerimentos de informação sobre as investigações e sugerir propostas legislativas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além de Renan Calheiros, compõem o grupo de trabalho: Alessandro Vieira (MDB-SE); Damares Alves (Republicanos-DF); Eduardo Braga (MDB-AM); Esperidião Amin (PP-SC); Fernando Farias (MDB-AL); Hamilton Mourão (Republicanos-RS); Humberto Costa (PT-PE); Izalci Lucas (PL-DF); Leila Barros (PDT-DF); Omar Aziz (PSD-AM); Randolfe Rodrigues (PT-AP); Soraya Thronicke (Podemos-MS). Segundo o senador Nelsinho Trad, o grupo de trabalho funcionará acompanhando os desdobramentos após a aprovação do acordo pelo Congresso Nacional. O objetivo é funcionar como um "canal" aberto para sociedade e, eventualmente, tratar com os ministérios. "Qual é a nossa preocupação? A gente quer criar um canal, e é esse grupo de trabalho, aberto para sociedade para se: determinado setor, se sentir prejudicado, tiver alguma dúvida, precisar fazer algum ajuste, que acione esse grupo de trabalho. Nós vamos fazer as interlocuções pertinentes nos ministérios afins". O texto foi assinado no dia 17 de janeiro no Paraguai, mas para ter validade internamente, precisa passar pela Câmara e, em seguida, pelo Senado. Ainda, segundo o Trad, na Câmara, está sendo construído um acordo entre os líderes para que o projeto vá direto ao plenário, sem passar por comissões. Já no Senado, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, teria prometido celeridade, mas o texto vai passar pela Comissão de Relações Exteriores para depois ir ao Plenário da Casa. Para Trad, a expectativa é que o texto deve ser votado na Câmara até o fim de fevereiro e no Senado na primeira quinzena de março. O grupo de trabalho começará a funcionar após a tramitação nas duas casas e deve ter quatro titulares e quatro suplentes, que ainda serão indicados. CPI do Master Em paralelo, parlamentares também fazem pressão para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a fraude financeira do Master. Nesta segunda-feira (2), o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou um pedido de abertura de CPI para investigar as fraudes do Banco Master. No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (3) que a criação de uma CPI para investigar fraudes do Banco Master entrará na fila dos pedidos de abertura de CPIs da Câmara. No momento, há ao menos 15 requerimentos na frente. Além disso, senadores e deputados protocolaram um pedido de comissão mista. Segundo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), autor do pedido, o requerimento teve 278 assinaturas ao todo, de 42 senadores e 236 deputados federais. Para que seja protocolado um pedido de instalação de CPMI são necessárias as assinaturas de um terço da Casa, ou seja, 171 deputados e 27 senadores. A abertura da CPMI do Banco Master depende da leitura do protocolo pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, em uma sessão mista, que ainda não tem previsão de data. A partir desse momento, a instalação é imediata. Foto de 23 de janeiro de 2026 mostra que a sede do Banco Master, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, foi cercada por tapumes e o logo da instituição financeira foi coberto Amanda Perobelli/Reuters

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