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CNJ aponta que há mais de 12 mil ações contra organizações criminosas pendentes na Justiça

2026-03-23 - 14:30

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que há mais de 12 mil ações penais pendentes contra integrantes de organizações criminosas no país. Além disso, o número de processos ligados a facções cresceu quase 160% nos últimos cinco anos. As informações constam no mapa de ações sobre organizações criminosas, primeiro levantamento do CNJ sobre o tema. O relatório foi divulgado pelo presidente do órgão, ministro Edson Fachin, durante evento em Brasília, nesta segunda-feira (23). PF faz operação com forças de segurança de 15 estados para combater facções criminosas Durante o evento, Fachin afirmou que o crime organizado, com seu crescimento e reconfigurações nos últimos anos, vem se tornando uma ameaça ao Estado Democrático de Direito. "Ele corrói as instituições, captura mercados lícitos, financia a violência, instrumentaliza o sistema financeiro para a lavagem de seus produtos e, no limite, disputa com o Estado o monopólio do uso da força em territórios que, abandonados pelo Poder Público, tornaram-se vulneráveis", afirmou o ministro. "Essa realidade reinante gera imensa preocupação e incerteza. É direito fundamental do cidadão viver sem medo e opressão, onde possa exercer o direito de locomoção e de manifestação do pensamento. Não há Estado de Direito em localidades dominadas por facções", prosseguiu. O que diz o relatório O painel reúne dados sobre o combate ao crime organizado. São exemplos: 12.448 ações penais de organização criminosa estavam pendentes até o fim do ano passado; em 2025, foram abertas 3.027 novas ações penais sobre o tema; outros 1.661 processos foram arquivados; nos últimos cinco anos houve um aumento de quase 160% no número de ações penais envolvendo organizações criminosas: de 2.607 em 2020 o dado cresceu para 6.761 em 2025. Ministro Edson Fachin, do STF Luiz Silveira/STF

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