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Caso Master: decisão de julgamento que pode livrar Vorcaro da prisão não se aplica de imediato

2026-03-13 - 14:43

O julgamento desta sexta-feira (13) marca 'o dia D' do futuro do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, mas, não necessariamente, o dia do desfecho. Mesmo que os quatro ministros da 2a Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votem hoje, isso não quer dizer que o julgamento acabou, nem que a decisão será aplicada de imediato. O julgamento permanece aberto até a próxima sexta-feira (20) no plenário virtual. O prazo foi dado para que os ministros possam rever suas próprias decisões, pedir vista ou um destaque (o que significa que a decisão deverá ser levada ao plenário). Portanto, tudo o que acontecer antes desse prazo não pode ser aplicado de imediato. Se, eventualmente, Vorcaro conseguir um empate — que favorece o réu —, e obter a saída da prisão, é preciso aguardar a proclamação do resultado para que isso seja feito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️O resultado só valerá a partir do dia 20 de março. Isso só muda se, eventualmente, Vorcaro conseguir um resultado favorável e sua defesa entrar com pedido para antecipação da proclamação do resultado, alegando que uma decisão favorável ao réu poderia ter sua aplicação antecipada. Até a manhã desta sexta, foram registrados dois votos a favor de manter Vorcaro na prisão: o relator, ministro André Mendonça, e o ministro Luiz Fux. Faltam os votos de Nunes Marques e Gilmar Mendes. Entre as opções disponíveis, os ministros podem levar a próxima semana inteira para votar; podem pedir vista para adiar a decisão; podem pedir para destacar para o plenário (o que é considerado improvável). São as opções que valem para todos os casos, inclusive esse. A interlocutores, Gilmar Mendes disse que está pensando sobre qual decisão tomar e Nunes Marques parece não ter pressa. A ver como o STF vai entender o caso de Vorcaro num contexto em que o tribunal está pressionado em razão da citação de dois ministros da Corte no caso Master e o receio do mundo político de que o ex-banqueiro faça delação que pode atingir, inclusive, o STF.

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