Caso Marielle: defesa vê como certa condenação de irmãos Brazão
2026-02-24 - 14:13
Os advogados de defesa de Chiquinho e Domingos Brazão, acreditam na inocência do ex-deputado federal e do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do RJ no caso Marielle, mas veem como certa a condenação dos irmãos. Eles serão julgados pela Primeira Turma do STF nesta terça-feira (24), acusados de serem os mandantes do assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro (RJ). Quer saber antes o que é notícia? Baixe o app do g1, é de graça Marielle e o seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados no centro do RJ em 14 de março de 2018, à noite, enquanto voltavam de um debate na Lapa. No carro, também estava a assessora da vereadora do PSOL, Fernanda Chaves, a única que sobreviveu ao crime. Além dos irmãos Brazão, a Primeira Turma também irá julgar outros três acusados: Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ; Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar; e Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), os irmãos Brazão foram os mandantes do assassinato. Rivaldo Barbosa, acusado de ajudar a planejar o crime. SAIBA MAIS AO VIVO: STF começa a julgar acusados de mandar matar Marielle PGR afirma ter reunido provas para condenar acusados de mandar matar Marielle Franco O policial militar Ronald Paulo de Alves é acusado de seguir Marielle nos seus deslocamentos. E Robson Calixto, conhecido como "peixe", responde por integrar a organização criminosa com os irmãos Brazão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A grande dúvida do caso é como o STF irá agir no caso de Rivaldo, uma vez que a acusação sobre ele é baseada na delação de Ronnie Lessa. Rivaldo chefiava a Delegacia de Homicídios, que nunca chegou aos nomes de Ronnie e Élcio de Queiroz, condenados como executores do crime. Mas dificilmente um único delegado conseguiria sozinho obstruir a justiça dessa forma e garantir a impunidade aos dois maiores matadores do RJ sem um Ministério Público (MP) ineficiente ou conivente. Ao longo do processo, as defesas negaram a participação dos acusados no crime, sustentaram falhas processuais e apontaram que não há provas do envolvimento nas mortes. Os réus negaram, em interrogatório no Supremo, qualquer ligação com os assassinatos. Segundo a acusação, a execução de Marielle foi motivada pela atuação política da vereadora para atrapalhar interesses dos irmãos Brazão, entre eles, a regularização de áreas comandadas por milícias na Zona Oeste do RJ. O ponto de partida da investigação foi a delação do ex-policial militar Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle e Anderson. Irmãos Brazão e Rivaldo presos desde 2024 Chiquinho e Domingos Brazão, Rivaldo, Ronald e Robson estão presos preventivamente desde 24 de março de 2024, diante do risco de atrapalharem as investigações. Em abril de 2025, Chiquinho conseguiu o direito de cumprir a prisão em regime domiciliar porque a defesa apresentou diagnóstico de múltiplas doenças graves. Em 2019, foram presos pela execução do crime os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz. Lessa é apontado como o autor dos 13 disparos que mataram Marielle e Anderson. Élcio de Queiroz dirigiu o Cobalt na noite do crime. A grande dúvida é o caso do ex-chefe de Polícia, Rivaldo Barbosa. A acusação de que ele ajudou a planejar o crime é baseada apenas na delação de Ronnie Lessa, preso por ser um dos executores do assassinato. Não há provas que sustentem. somente a delação, por isso a duvida de como o stf vai se comportar diante disso. a delegacia de homicidios nunca chegou aos dois nomes dos matadores, adriano da nobrega e ronnie lessa. Há de se investigar pq a delegacia não chegava nos CEOS do crime mas faço a ressalva> um delagado só não consegue obstruir a justiça, fazer isso pq existe o MP. Sem um MP ineficiente ou conivente, um delegado não consegue sozinho fazer obstrução de justça e garantir impunidade aos dois maiores matadores do RJ.