Caso Henry Borel: Justiça nega prisão domiciliar a Monique Medeiros
2026-03-10 - 22:53
Dr. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Reprodução Às vésperas do julgamento do caso Henry Borel, marcado para começar no dia 23, a Justiça do Rio de Janeiro negou um pedido de prisão domiciliar para a professora Monique Medeiros, mãe do menino. Henry foi morto no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, o vereador cassado Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, em 8 de março de 2021. O garoto teve hemorragia interna em consequência de uma lesão grave no fígado causada por ação contundente (violenta), segundo laudo da necropsia do Instituto Médico Legal (IML). Exames apontaram 23 lesões no corpo dele. A investigação apontou que Jairinho torturava o menino, e que a mãe sabia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O casal está preso e será julgado por homicídio triplamente qualificado, tortura, por ameaçar testemunhas e tentar atrapalhar as investigações. A defesa de Monique tentava a prisão domiciliar sob o argumento de que, fora da cadeia, ela poderia se preparar melhor para enfretar o júri. Ao rejeitar o pedido, o juízo da 2a Vara Criminal do RJ considerou que a direção do presídio garantiu condições adequadas para permitir que Monique e seus advogados se reúnam em sala reservada e sem restrições. Além disso, o juiz lembrou que Monique segue na cadeia desde que a sua prisão foi restabelecida pelo ministro Gilmar Mendes, em julho de 2023. O julgamento deve durar pelo menos três dias. O pai do menino, o vereador Leniel Borel, será a primeira testemunha a depor no júri. O menino Henry Borel morreu após sofrer hemorragia interna, segundo laudo do IML Jornal Nacional/ Reprodução