Caso Epstein: democratas acusam governo Trump de 'espionagem' após procuradora-geral ser flagrada com 'dossiê' de arquivos acessados por deputada
2026-02-12 - 14:05
Documento com título "histórico de buscas de Pramila Jayapal" nas mãos da procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, durante audiência no Congresso em 11 de fevereiro de 2026. REUTERS/Kent Nishimura O depoimento da procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, no Congresso na quarta-feira (11) agravou a polêmica do caso Epstein, que nas últimas semanas tomou conta do país. A chefe do Departamento de Justiça foi "flagrada" com dossiês com históricos de pesquisa dos deputados aos arquivos do caso, o que gerou críticas da oposição democrata. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em determinado momento da audiência, fotógrafos presentes no Capitólio fotografaram Bondi manuseando uma página contendo o título "histórico de buscas de Pramila Jayapal" e uma série de números de arquivos do caso Epstein. Veja na foto acima. Pramila, assim como diversos outros colegas dela, estão indo nesta semana à sede do Departamento de Justiça para ter acesso privilegiado aos documentos do escândalo sexual, divulgados no final de janeiro. A deputada democrata acusou o Departamento de Justiça de espionar membros do Congresso. "Pam Bondi levou hoje ao Comitê Judiciário um documento que continha um histórico exatamente dos documentos que pesquisei. (...) É totalmente inapropriado e contrário à separação de Poderes que o Departamento de Justiça nos vigie enquanto consultamos os arquivos de Epstein. (...) Isso é ultrajante, e eu pretendo levar isso adiante e pôr fim a essa espionagem contra membros do Congresso", afirmou Pramila em suas redes sociais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os deputados, inclusive, acusaram o governo Trump de "acobertamento" porque as versões que eles visualizaram continham "tarjas excessivas". Além da polêmica do histórico de buscas, a audiência foi repleta de momentos tensos e de bate-boca entre Bondi e os deputados, que a questionavam sobre o papel do governo na investigação do caso. A procuradora-geral enfrentou diversas perguntas sobre a relação do presidente dos EUA, Donald Trump, com o escândalo sexual.