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Casal encontrado carbonizado operava esquema de agiotagem em Roraima, aponta investigação

2026-03-19 - 16:30

Casal desaparece e carro é encontrado queimado em Rorainópolis, no Sul de Roraima O empresário Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e a esposa, Rossana de Lima e Silva, de 49, encontrados mortos carbonizados, operavam um esquema de agiotagem, segundo a investigação da Polícia Civil. Nesta quinta-feira (19), uma operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados pela morte do casal. O crime ocorreu em dezembro de 2025 em Rorainópolis, no Sul de Roraima. A operação contra os suspeitos ocorre por ordem judicial da Vara Criminal de Rorainópolis. A decisão é assinada pelo juíz Raimundo Anastácio Carvalho Dutra Filho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Trecho da decisão cita que as as vítimas e os alvos da operação possuíam "relações conflituosas": "Há indícios de lavagem de dinheiro mediante contratos fictícios de honorários advocatícios e transferências suspeitas de bens imóveis e veículos para o nome do investigado Paulo Sérgio de Souza pouco antes do crime". Os mandados são cumpridos em endereços em Boa Vista e em municípios do interior, ligados a pelo menos sete pessoas. São elas: Paulo Sérgio de Souza – advogado Werley Gomes de Oliveira – empresário, conhecido como "Lourinho" Francisca Sousa do Nascimento Antonio de Medeiros Chaves Filho Lauro Augusto do Nascimento Gebson Brito de Oliveira Ualace de Souza O g1 solicitou posicionamento do advogado e do empresário investigados, mas não recebeu resposta até a a última atualização. A reportagem também tenta localizar a defesa dos demais citados. O objetivo da operação é "apreender dispositivos eletrônicos, armas, munições, documentos de agiotagem, dinheiro em espécie e veículos de origem ilícita". A investigação aponta que câmeras de segurança resgitraram o casal nervoso após receber ligações antes de sair casa. Além disso, a decisão cita que há depoimentos sobre ameaças do empresário Werley, e que Gebson, conhecido como "Bill", seguiu as vítimas de moto antes delas desaparecerem. Segundo o juiz, há uma "tática de ocultação de provas em galpões, fazendas e escritórios vinculados ao grupo, dada a alta capacidade econômica e logística deles". Também foi decretada a quebra do sigilo telefônico e telemático de todos os aparelhos apreendidos na ação, além da extração completa de mensagens, e-mails, fotos e histórico de localização. "No caso, a extração de dados é o único meio capaz de desvelar a cadeia de comando e a motivação financeira (agiotagem/lavagem) por trás das execuções. A medida é proporcional e necessária, abrangendo inclusive dados em "nuvem" para evitar a perda de provas por exclusão remota". Investigação A investigação começou após o desaparecimento do casal, em 17 de dezembro de 2025. No dia seguinte, os corpos foram encontrados em uma caminhonete totalmente queimada na vicinal 31. Casal Edgar Silva Pereira, de 60 anos, conhecido como 'Mãozinha', e a esposa Rossana de Lima e Silva, de 49 Arquivo pessoal Na época, familiares informaram à polícia que o casal saiu para resolver um assunto rápido, deixou os filhos em casa e não voltou mais. Em janeiro deste ano, a Polícia Civil informou que fazia diligências para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime. As primeiras ações foram feitas pela Delegacia de Polícia de Rorainópolis. Depois, devido à gravidade e à complexidade do caso, a investigação passou a ser conduzida, a partir de 24 de dezembro de 2025, pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH), responsável pela ação desta quinta-feira. A operação também conta com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Justiça de Rorainópolis, do Ministério Público de Roraima (MPRR). Agentes cumprem mandado em escritório de advocacia no Centro de Boa Vista. Ailton Alves/Rede Amazônica Carro foi encontrado carbonizado na vicinal 31, em Rorainópolis Arquivo pessoal Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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