Cão Orelha: polícia atribui a adolescente agressões contra cachorro comunitário em Florianópolis
2026-02-03 - 22:15
O que diz a lei e quais as punições previstas para maus-tratos contra animais A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha e atribuiu a um adolescente as agressões. A informação foi confirmada à NSC TV pelo governo do estado. Orelha morreu em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Idoso e dócil: quem era Orelha, cão comunitário morto após agressões Além do caso do cão Orelha, a Polícia Civil atribuiu a outro adolescente a tentativa de afogar outro cachorro, conhecido como Caramelo. ➡️O nome, idade e localização do suspeito de atacar Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos. Orelha era um dos cães que se tornaram mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis Reprodução/Redes sociais A investigação Orelha morreu após ser agredido em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico e nobre de Florianópolis. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam no local. A Polícia Civil inicialmente investigava um grupo de quatro adolescentes suspeitos de ter agredido o cachorro. Na sexta-feira (30), um deles foi descartado da autoria após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento com os maus-tratos ao animal, que conforme o laudo pericial foi atingido na cabeça com um objeto contundente. A Polícia Civil informou que a analisava quase mil horas de gravações feitas por câmeras de segurança na região da Praia Brava no período das agressões. Um dos desafios da investigação é a ausência de imagens do momento do espancamento. Conforme a polícia, registros de outros episódios na mesma região e período, que também teriam sido causados por adolescentes, ajudam na investigação. Três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes investigados como suspeitos, também foram indiciados suspeitos de coagir uma testemunha durante a investigação do caso. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi o vigilante de um condomínio, que teria uma foto que poderia ajudar a esclarecer o crime. Caso cão Orelha mobiliza manifestações em Florianópolis e em várias cidades do Brasil ‘Se eu tivesse visto batendo no cachorro, eu diria’, diz porteiro Quem era o cão Orelha? Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais Há pelo menos 10 anos, o cão comunitário conhecido como Orelha tornava o cotidiano dos moradores da Praia Brava em Florianópolis mais leve. As pessoas do bairro se revezavam nos cuidados a ele e a outros dois cachorros. A Praia Brava fica no Norte da Ilha de Santa Catarina e é uma das atrações turísticas de Florianópolis. No bairro, há três casinhas de cachorro para os três animais considerados mascotes da região. A médica veterinária Fernanda Oliveira, que acompanhava o animal, contou que Orelha era “sinônimo de alegria” e que fazia parte de sua rotina com frequência. Segundo ela, o cachorro era dócil, brincalhão e fazia sucesso com os turistas. “Cada vez que alguém falava com ele em tom mais fino ou fazia menção de fazer carinho, ele abaixava as orelhas, abanava o rabo e ia se deitando até ganhar carinho na barriga. Ele era muito amado. Até os turistas já o conheciam. Um cachorrinho de 10 anos... que mal faria a alguém?”, questionou. Os moradores, ao encontrarem o cachorro ferido, ficaram chocados com a situação. "Estava agonizando, a gente o recolheu, levou para o veterinário. Mas tinha sido completamente massacrado, né? Uma crueldade sem tamanho", lamentou o empresário Silvio Gasperin. Infográfico - morte do cão Orelha Arte g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias