Câmara aprova auxílio-emergencial para atingidos por chuvas em Minas Gerais
2026-03-05 - 18:13
Chuvas deixam mortos em Juiz de Fora Corpo de Bombeiros de MG/ via AFP A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (5) um projeto que estabelece um auxílio-emergencial de R$600 para os atingidos pelas chuvas na Zona da Mata mineira. O texto vai ao Senado. As chuvas, que começaram em 23 de fevereiro, atingiram principalmente Juiz de Fora e Ubá. Ja foram confirmadas 72 mortes na região. Em Juiz de Fora, cerca de 8.500 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. “Dezenas de pessoas continuam desaparecidas e o número de desabrigados e desalojados é alto, com famílias perdendo casas e pertences em enxurradas e desabamentos”, afirmaram os deputados Aécio Neves (PSDB-MG) e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), autores do texto. O projeto estabelece seis meses de auxílio-emergencial no valor de R$600 mensais aos residentes em cidades da Zona da Mata mineira, que poderão ser acumulados, no máximo, por dois membros da mesma família. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A pessoa provedora de família monoparental receberá duas cotas do auxílio emergencial, independentemente do sexo. Só receberão o auxílio os maiores de 18 anos, -salvo no caso de mães adolescentes - e que tenham perdido suas moradias em decorrência da catástrofe ambiental. O pagamento será feito por meio de poupança social digital, de abertura automática em nome dos beneficiários, que terão como características: dispensa da apresentação de documentos; isenção de cobrança de tarifas de manutenção, observada a regulamentação específica estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional; não passível de emissão de cheques ou de ordens de pagamento para a sua movimentação. A proposta também autoriza o INSS a antecipar o valor de um salário-mínimo mensal para os requerentes do benefício de auxílio-doença durante o período de seis meses. “Ao propor um auxílio emergencial de R$ 600,00 para as famílias desabrigadas, ao garantir condições especiais para as famílias monoparentais, ao proteger o auxílio de descontos indevidos por instituições financeiras, e ao acelerar a concessão de benefícios vitais como o BPC e o auxílio-doença, estamos não apenas oferecendo um paliativo, mas sim restituindo parte da dignidade e da esperança a milhares de cidadãos”, afirmou o relator, Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).