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Brasileira encontrada morta no Canadá foi vítima de hipotermia, diz ONG canadense

2026-03-05 - 18:53

Polícia do Canadá identifica corpo de goiana que estava desaparecida no país A brasileira Letícia Alves de Oliveira, que foi encontrada morta no Canadá, foi vítima de hipotermia, segundo informações da família. Outra fonte que atesta essa informação é a ONG Unidentified Human Remains Canada, que noticiou que o corpo de Letícia foi encontrado por caçadores em uma floresta de Quebec. "A vítima estava vestindo várias peças de roupa, incluindo um gorro, casaco de inverno, jeans, meias de lã e botas de inverno. Foi realizada uma autópsia e a causa provável da morte foi hipotermia ambiental", diz o texto publicado pela ONG nesta semana. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo a ONG canadense, o corpo da brasileira foi encontrado em abril de 2024. Frederico Alves de Oliveira, primo de Letícia, disse que a confirmação do DNA só saiu no dia 26 de fevereiro deste ano. LEIA TAMBÉM: Laudo aponta que corpo encontrado em floresta do Canadá é de brasileira que desapareceu em 2023 Goiana é encontrada morta no Japão Entenda o caso da goiana encontrada morta na Argentina e condenação de boliviano Um familiar da brasileira conversou com o g1 e esclareceu que Letícia era natural de Goiânia, mas foi para os Estados Unidos em 2023. Segundo ele, a última informação confiável que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em dezembro daquele ano. Letícia em fotos enviadas para a família Arquivo pessoal/Frederico Alves Oliveria Desaparecimento Frederico contou que Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Segundo a família, ela havia iniciado um processo de solicitação de visto americano em um escritório de advocacia em Boston, em 2023. "Letícia sonhava alto, queria terminar seu doutorado e sonhava em viver num mundo menos intolerante. Espero que eu redescubra a paz no futuro, mas agora meu sentimento é de profunda escuridão", disse o primo. No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, Frederico conta que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou detida entre janeiro e abril de 2024. A brasileira deixou uma filha, hoje com 12 anos, com quem ela mantinha contato por telefone enquanto estava no exterior. Frederico contou que as redes sociais de Letícia foram gradualmente apagadas e a conta no Facebook, deletada no início de 2024. Ele disse ainda que a Polícia Federal arquivou o caso de Letícia e que foram anos de angústia desde o desaparecimento dela. "As autoridades não escutaram nosso grito de socorro", desabafou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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