Banco Central diz que guerra exige política de juros restritiva e não dá mais indicações sobre próximos passos
2026-03-24 - 11:20
O Banco Central avaliou que a eclosão da guerra no Oriente Médio piorou as perspectivas para a inflação no Brasil, diante do aumento no preço do petróleo (e seu eventual repasse aos combustíveis) e que, por isso, a política de juros terá de ser "contracionista" (restritiva). Ao contrário do ocorrido em janeiro, quando sinalizou um corte de juros em sua reunião seguinte, o Comitê de Política Monetária (Copom) evitou dar indicações sobre suas próximas decisões a respeito da taxa básica de juros, a Selic. "Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária [definição do juro para conter a inflação], o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o Banco Central. As informações constam na ata da última reunião Copom, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano. Esse foi o primeiro corte de juros em quase dois anos.