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Auditor da Sefaz é condenado a 2 anos de prisão por importunação sexual em Roraima

2026-03-10 - 22:33

Jorge Henrique Teixeira Verde é auditor fiscal da Sefaz e ex-candidato a deputado estadual e vereador em Roraima. Reprodução/Redes sociais O auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Jorge Henrique Teixeira Verde, de 46 anos, foi condenado a dois anos de prisão por importunar sexualmente uma mulher, em Boa Vista. A decisão, desta segunda-feira (9), é do juiz Marcelo Mazur, da 3a Vara Criminal. Apesar da condenação, a pena de Jorge Henrique foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de indenização, o que permite que ele recorra em liberdade. O g1 teve acesso à sentença nesta terça-feira (10). Em nota, a defesa de Jorge Henrique afirmou que sempre confiou no cliente, nas provas e na Justiça. A reportagem questionou a Sefaz se houve abertura de procedimento administrativo contra o servidor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O crime ocorreu na madrugada de 22 de fevereiro de 2025. Inicialmente, o Ministério Público (MP) de Roraima havia denunciado o auditor por estupro, mas o juiz entendeu que não houve comprovação do uso de violência física ou grave ameaça. No processo, a vítima relatou que Jorge Henrique tocou o corpo dela e tentou forçá-la a praticar atos sexuais. Além disso, contou que foi puxada pelos cabelos e que o fiscal abaixou as calças, deixando-a em estado de choque. A vítima também disse que precisou buscar tratamento psicológico devido ao trauma do episódio. Mudança na denúncia O laudo do exame de corpo de delito da vítima, segundo a sentença, não comprovou agressão física extrema por parte de Jorge Henrique, por isso, o juiz decidiu alterar a acusação. O caso deixou de ser julgado como estupro e foi classificado como importunação sexual, que é a prática de ato libidinoso sem o consentimento da vítima. Na decisão, o juiz destacou que o depoimento dela foi coerente e concreto desde o dia em que o crime foi denunciado à polícia. O magistrado também destacou que Jorge Henrique não teve explicações para as acusações. "[..] o fato é típico porque houve a prática de ato libidinoso sem anuência; é antijurídico porque não praticado sob o manto de quaisquer excludentes de ilicitude ou normas permissivas; é culpável porque o autor do fato era inimputável, possuía conhecimento potencial da ilicitude e dele era exigível procedimento diverso; portanto, em consequência, também é punível", escreveu o juiz na sentença. O auditor fiscal terá que prestar serviços a uma entidade pública e pagar 10 salários mínimos à vítima, por danos morais. Ex-candidato a deputado estadual e vereador Servidor efetivo do estado, Jorge Henrique recebeu, em fevereiro de 2026, um salário bruto de R$ 60.742,67, sendo R$ 32.856,20 líquidos, após os descontos. Além da carreira pública, ele também tem histórico na política local, mas não chegou a ser eleito. Em 2022, foi candidato a deputado estadual pelo partido Republicanos e recebeu 1.825 votos. Na época, ele declarou um patrimônio de R$ 1,9 milhão. Já em 2024, concorreu a vereador em Mucajaí, no interior de Roraima, pelo Podemos, e obteve 275 votos. Durante o pleito, ele declarou um patrimônio de R$ 3 milhões em bens. Em ambas as eleições, Jorge Henrique terminou como suplente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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