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Ato em São Paulo no Dia Internacional da Mulher pede combate ao feminicídio

2026-03-08 - 20:43

Mulheres protestam na Avenida Paulista, na região centro-sul de São Paulo, neste domingo, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. TOMZÉ FONSECA/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO Ato em comemoração ao Dia Internacional da Mulher reúne cerca de 3 mil pessoas na Avenida Paulista, neste domingo (8), em São Paulo, mas chuva dispersa manifestação. Organizações civis como Apeoesp, Bancada Feminista, Central Classe Trabalhadora, União Nacional por Moradia Popular, SimproSP e Movimento de Mulheres de Olga Benário pediram pelo combate ao feminicídio, pelas vidas de mulheres mortas, igualdade de gênero e criticaram a jornada de trabalho 6x1. Mulheres protestam na Avenida Paulista, na região centro-sul de São Paulo, neste domingo, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. TOMZÉ FONSECA/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a ONG More in Common estimaram a presença de 3,1 mil pessoas na manifestação ruas. Como a margem de erro é de 12%, isso quer dizer que havia entre 2,8 mil e 3,5 mil participantes às 14h14, horário próximo ao início do ato. "Por causa da chuva na região, houve um único voo de drone. Em virtude disso, não é possível afirmar se foi o pico de presença. A contagem é feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial", afirmou o monitor. As organizações civis: Apeoesp; Bancada Feminista; Secretaria da Mulher; Central Classe Trabalhadora; SimproSP; e Movimento de mulheres de Olga Benário, organizaram uma manifestações pelo Brasil, que foca no combate ao feminicídio, igualdade de gênero, críticas à jornada de trabalho 6x1 e pelas vidas de mulheres mortas. Neste domingo (8), Dia Internacional das Mulheres. WAGNER ORIGENES/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Uma medida protetiva é concedida a cada 4 minutos em SP Uma medida protetiva contra agressores foi concedida, em média, a cada quatro minutos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ao todo, 21.440 decisões foram autorizadas no estado somente entre janeiro e fevereiro deste ano, segundo o levantamento do órgão a pedido do g1. Os dados revelam que o recurso vem sendo adotado pelas vítimas de forma cada vez mais frequente. Em 2015, quando o registro começou a ser sistematizado, 10.804 medidas foram concedidas. Em 2025, o número chegou a 118.258 — um aumento de 994% em dez anos. 🔎 Prevista pela Lei Maria da Penha, a medida protetiva é uma ordem judicial de urgência que protege vítimas de violência doméstica — seja física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Uma vítima pode conseguir mais de uma medida. As determinações podem incluir restrição ao porte de armas, proibição de aproximação da mulher, dos filhos ou de testemunhas, participação do agressor em programas de reeducação e até o encaminhamento da vítima e da família para abrigos. Embora sejam consideradas um dos principais instrumentos de proteção às vítimas, as medidas protetivas dependem de fiscalização para terem efeito. Esse acompanhamento pode ocorrer por meio de rondas da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal ou do monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas. Apesar da quantidade de medidas protetivas, o monitoramento eletrônico ainda é restrito. Em São Paulo, 189 agressores são monitorados atualmente por tornozeleira eletrônica pelo Centro de Operações da Polícia Militar, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Contudo, o estado dispõe de 1.250 equipamentos. O estado de São Paulo é pioneiro no uso de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência contra a mulher. A SSP explica que há tornozeleiras sem uso, pois "o monitoramento por meio de tornozeleiras só pode ser feito mediante solicitação e autorização do Poder Judiciário na fase das audiências de custódia". ⚠️Se o agressor deixa a cidade ou se aproxima do endereço da vítima, um alerta é disparado e viaturas são acionadas. O descumprimento da medida protetiva é crime e pode levar à prisão. Maioria das vítimas de feminicídio desta semana em SP tinha medidas protetivas; pedidos cresceram quase 1.000% em dez anos

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