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Asteroide 2024 YR4 não vai mais atingir a Lua em 2032, mostram novos cálculos da NASA

2026-03-06 - 16:13

O que é um asteroide? A NASA, a agência espacial norte-americana, informou nesta sexta-feira (6) que novas análises do asteroide 2024 YR4 eliminaram a possibilidade de impacto com a Lua em 22 de dezembro de 2032. Os cálculos mais recentes, feitos com dados do telescópio espacial James Webb, mostram que o objeto passará a cerca de 21 mil quilômetros da superfície lunar. Segundo a agência espacial, as novas medições permitiram refinar com maior precisão a órbita do asteroide e reduzir a incerteza sobre sua trajetória futura. Antes dessa atualização, análises preliminares indicavam uma pequena probabilidade — cerca de 4% — de colisão com o satélite natural da Terra. Agora, graças a duas novas observações realizadas pelo telescópio espacial James Webb nos dias 18 e 26 de fevereiro, essa hipótese foi descartada. Imagens do 2024 YR4. ATLAS/Via Nasa Os dados foram analisados por especialistas do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS), do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL), junto com a Agência Espacial Europeia (ESA). Astrônomos utilizaram a câmera infravermelha do Webb (chamada de NIRCam) para detectar o asteroide, que atualmente está muito distante e fraco para ser observado pela maioria dos nossos telescópios. "O Webb foi projetado para estudar galáxias e outras estruturas cósmicas imensas a bilhões de anos-luz de distância. O campo de visão do telescópio é muito pequeno, e detectar um dos asteroides mais fracos já observados dentro dele exigiu uma precisão extraordinária", informou a ESA em um comunicado. O 2024 YR4 foi descoberto no final de 2024 por um observatório no Chile que faz parte do sistema ATLAS, financiado pela NASA, voltado para detectar objetos que possam se aproximar da Terra. Nos primeiros meses após a sua descoberta, os cálculos indicavam uma pequena, mas relevante chance de impacto com a Terra em 2032. Com novas observações feitas por telescópios ao redor do mundo, porém, a NASA concluiu posteriormente que não existe risco significativo de colisão com o nosso planeta nem em 2032 nem no próximo século. Especialistas explicam que revisões desse tipo são comuns. Quando um asteroide é descoberto, sua trajetória inicial é calculada com base em poucos dados. À medida que novas observações são feitas, os modelos orbitais ficam mais precisos e as estimativas de risco são atualizadas. Como os cientistas estudam os asteroides? Os astrônomos conhecem bem o caminho orbital desses e de diversos outros Asteroides Próximos da Terra (NEO, na sigla em inglês). Os NEO são objetos que têm órbitas que passam perto da Terra. Eles são classificados da seguinte forma, de uma forma dinâmica, de acordo com o comportamento médio de suas órbitas: Amors: não cruzam a órbita da Terra - ficam a todo tempo além do ponto mais distante da Terra. Apollos: são mais distantes do Sol que a Terra, mas chegam mais perto do sol que o ponto mais distante da órbita da Terra. O 7335 (1989 JA) é um Apollo. Atiras: são internos à órbita da Terra. Ou seja, não a cruzam. Atens: são uma espécie de oposto do Apollos, pois ficam mais perto do Sol que a Terra, mas chegam na "região" da orbita da Terra (o ponto mais distante da orbita deles é mais distante do Sol que o mais proximo da Terra). Veja a ilustração abaixo para entender melhor. Tipo de asteroides e cometas próximos à Terra. CNEOS/JPL/NASA A Nasa estuda a fundo a órbita desses corpos para justamente prever aproximações e probabilidades de impacto. Em 2022, a missão DART, desviou a trajetória de um asteroide a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra, pela primeira vez na história. Segundo a agência espacial americana, diariamente, cerca de cem toneladas de "material interplanetário" caem na superfície da Terra, mas a maioria desses objetos são minúsculas partículas de poeira que são liberadas por cometas (geralmente, os cometas são feitos de gelo e poeira, diferentemente dos asteroides, que são rochosos). Cápsula com maior amostra de asteroide já coletada chega de paraquedas à Terra

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