Após saída de Toffoli, entenda os próximos passos do caso Master no STF
2026-02-13 - 12:55
STF: Mendonça assume caso Master, entenda os próximos passos O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria do caso Master na Corte, após a saída de Dias Toffoli do caso. A decisão foi comunicada pelo Supremo após reunião dos ministros na tarde desta quinta e ocorre na esteira dos avanços da investigação da Polícia Federal sobre o caso caso Master. Nesta reportagem do g1, a gente te conta a cronologia dos acontecimentos e os próximos passos, a partir da redistribuição do processo, que já está nas mãos do novo relator. Em nota nesta quinta, o STF informou que foi o ministro Dias Toffoli quem pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro. A partir daí, foi feito um sorteio, quando saiu o nome de Mendonça. A partir de agora, cabe a Mendonça se inteirar do que foi feito e apurado até agora, decidir sobre o nível de sigilo do caso e também sobre uma eventual mudança de foro, ou seja, se o caso fica no STF ou se será devolvido para a Justiça Federal (primeira instância). A saída de Toffoli e entrada de Mendonça no caso ocorre após apresentação pela Polícia Federal (PF) de um relatório que trouxe menções sobre o ministro nos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, alvo das investigações. Os inquéritos que passaram para a mão de Mendonça são: inquérito sobre a operação BRB na compra do Master, prorrogado até março; segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em meados de janeiro. Toffoli e Mendonça discutem no STF Reprodução Suspeição No comunicado de quinta, os ministros também sustentaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição com relação a Toffoli — um instrumento jurídico que questiona a imparcialidade de um magistrado. Um dos documentos que Mendonça vai analisar é o relatório que a Polícia Federal deve encaminhar com o nome de autoridades com foro privilegiado encontrados em conversas com Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel. Por esse entendimento, os atos praticados por Toffoli no inquérito ficam mantidos, cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso. Se o entendimento fosse contrário, isto é, se houvesse uma suspeição, os atos por ele praticados se tornariam nulos, segundo a legislação; Investigações As apurações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram em dezembro do ano passado ao STF. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte, pois haveria indícios envolvendo " uma pessoa com foro". No caso, um deputado federal. A apuração inicial tramitava na Justiça Federal em Brasília e envolvia a operação de compra do banco pelo BRB. No âmbito deste caso, Toffoli determinou depoimentos e acareação no penúltimo dia do ano. Em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações. Também em janeiro, o ministro autorizou uma operação da Polícia Federal que em outra frente de investigações – desta vez, sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e incluiu buscas em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, como o pai, a irmã e o cunhado.