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Aos 80 anos, escola de samba Quem São Eles celebra história de resistência no Umarizal

2026-02-08 - 17:25

A Escola de Samba Quem São Eles completa 80 anos de história em 2026 como uma das mais tradicionais do carnaval de Belém. Com 15 títulos do Grupo Especial, a escola, carinhosamente chamada de Quenzão, é símbolo de resistência cultural e memória no bairro do Umarizal, onde mantém sua sede. Fundada originalmente no bairro da Campina, a agremiação se consolidou ao longo das décadas no Umarizal, passando a se chamar Associação Cultural Recreativa e Carnavalesca Império de Samba Quem São Eles. A sede fica na travessa Almirante Wandenkolk, entre a avenida Boaventura da Silva e a rua Domingos Marreiros — hoje uma área nobre da capital, mas que, nos anos 1950, tinha uma realidade bem diferente. Segundo o presidente Luiz Omar, a trajetória da escola acompanha as transformações do bairro e da cidade, marcada por períodos de dificuldade, reconstrução da quadra e mobilização comunitária para manter viva a agremiação. No carnaval de Belém de 2025, o Quenzão voltou ao topo após 29 anos sem conquistar o título, ao dividir o campeonato do Grupo Especial com a associação carnavalesca Bole-Bole. A vitória marcou um novo capítulo na história da escola e reforçou o sentimento de pertencimento da comunidade. O coração rítmico da escola é a bateria 46, comandada pelo mestre Pedro Paulo Júnior, que está há mais de 40 anos à frente da orquestra de percussão. A longevidade à frente do ritmo é apontada como um dos pilares da identidade musical da escola. Na avenida, a missão de defender o pavilhão fica por conta do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Brenda Calandrin e Vitor Almeida. Ela está na escola há 16 anos; ele chegou há dois. As trajetórias diferentes se encontraram na conquista do 15o título, em 2025. À frente da bateria está Thaynah Elmescany, que começou como passista e hoje ocupa o posto de rainha. Criada no ambiente do samba, ela representa a continuidade da tradição e a ligação afetiva com a história da agremiação. Com oito décadas de existência, a diretoria aposta na força da comunidade e na experiência do time para buscar o bicampeonato em 2026. A expectativa é de mais um desfile marcado pela identidade amazônica, pelo engajamento dos integrantes e pela devoção a São Pedro, padroeiro da escola. O desejo da comunidade é que a águia — símbolo do Quenzão — siga voando alto e continue pousando no lugar mais alto do pódio do Grupo Especial do carnaval de Belém. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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