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Anvisa proíbe azeite extravirgem da marca Royal por fraude na composição

2026-03-25 - 10:10

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e o recolhimento de um lote de azeite de oliva extravirgem da marca Royal após a confirmação de fraude na composição do produto. A medida foi publicada na Resolução-RE no 1.160, com base em análises laboratoriais conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo a decisão, o lote 255001 apresentou “incompatibilidade com os padrões de identidade e qualidade” exigidos para esse tipo de alimento, após a identificação da adição de outros óleos vegetais. Produto é considerado irregular A norma atinge o azeite de oliva extravirgem da marca Royal, importado pela empresa T. Globo Importação e Exportação Ltda. De acordo com o Mapa, responsável pela análise inicial, o produto não atendia aos critérios que definem um azeite extravirgem —ategoria que pressupõe obtenção exclusivamente a partir da azeitona, sem mistura com óleos. A resolução destaca que a fraude foi confirmada por análise laboratorial oficial, o que embasou a adoção de medidas sanitárias mais rigorosas. Venda continuou mesmo após alerta Outro ponto que pesou na decisão foi a manutenção da comercialização do produto mesmo após determinação prévia de recolhimento pelas autoridades. Diante disso, a Anvisa determinou a proibição completa de: comercialização distribuição importação propaganda uso Além do recolhimento imediato do lote irregular. O que o consumidor deve fazer A orientação é que consumidores que tenham adquirido o produto não utilizem o azeite pertencente ao lote 255001. Em casos como esse, a recomendação geral é: verificar o número do lote na embalagem interromper o consumo imediatamente procurar o local de compra para orientações sobre troca ou ressarcimento Por que a fraude é preocupante O azeite extravirgem tem características químicas e nutricionais específicas, com alto teor de gorduras monoinsaturadas e compostos antioxidantes. A adição de outros óleos vegetais não apenas descaracteriza o produto, como pode enganar o consumidor quanto à qualidade e ao valor nutricional do alimento. Além disso, a prática configura infração sanitária e violação das normas de rotulagem e identidade de alimentos no país. Fiscalização e segurança alimentar Casos de adulteração de azeite são monitorados por órgãos como a Anvisa e o Ministério da Agricultura, que realizam análises periódicas para verificar a autenticidade dos produtos disponíveis no mercado. A medida reforça a atuação conjunta dos órgãos de fiscalização na identificação de fraudes e na proteção da saúde do consumidor.

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