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Adolescente que fez mandados de prisão falsos contra Lula e Moraes leva vida de luxo e estava fora da escola há dois anos, diz polícia

2026-02-05 - 16:05

Adolescente é apreendido suspeito de ser principal envolvido em golpe que inseriu mandados Um adolescente de 15 anos é apontado pela Polícia Civil como o responsável por inserir mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo as investigações, o jovem levava uma vida de luxo, com movimentação financeira incompatível com a idade, e estava fora da escola havia pelo menos dois anos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp As informações foram apresentadas durante coletiva de imprensa que detalhou a Operação Lex Data, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás em conjunto com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), com apoio das polícias civis de Minas Gerais, Santa Catarina e do Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Iporá, Goiânia e no Distrito Federal. Não houve prisões nesta fase da operação. De acordo com a Polícia Civil, o adolescente utilizou credenciais de servidores do Judiciário que foram indevidamente capturadas para acessar sistemas como o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e o Projudi. Com isso, ele conseguiu inserir, alterar e excluir dados oficiais. Segundo o Tribunal de Justiça, apenas com uma das credenciais usadas indevidamente, foram feitas 102 movimentações, entre inserções, alterações e exclusões de mandados de prisão. Todas as fraudes foram identificadas rapidamente e corrigidas, sem que criminosos fossem efetivamente beneficiados. A delegada Marcela Orçai, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), explicou que o sistema da Justiça não foi invadido por falha técnica. “O sistema é seguro. O que ocorreu foi a subtração de credenciais de servidores, possivelmente após acesso a links maliciosos ou infecção por vírus. Com o usuário e a senha, foi possível inserir e alterar dados no sistema”, afirmou a delegada. LEIA TAMBÉM: Operação: Presidente da Câmara de Rio Verde é preso suspeito de envolvimento em fraudes na área de educação em que delegado foi denunciado Fraude: Operação investiga fraude milionária em contrato da Prefeitura de Goiânia com pagamento antecipado Facção: Operação mira facção criminosa que movimentou mais de R$ 630 milhões e cumpre mandados em sete estados Polícia faz operação contra suspeitos de fraudar mandados de prisão PCDF/Reprodução Vida de luxo e Como funcionava o esquema Durante a investigação, a polícia constatou que o adolescente apresentava um padrão de vida elevado, com gastos e circulação financeira incompatíveis com sua idade e sem vínculo formal com atividades lícitas. Ele também não frequentava a escola nem estava matriculado em nenhuma instituição de ensino havia cerca de dois anos. As apurações indicam que o adolescente conseguiu acesso às credenciais após a captura de usuários e senhas de servidores públicos, possivelmente por meio de links maliciosos ou vírus instalados em computadores. A polícia afirma que não houve falha estrutural nos sistemas da Justiça, mas sim vulnerabilidade no uso das credenciais. Com esses acessos, o jovem conseguiu inserir, alterar e excluir dados de mandados de prisão. Em um dos casos, uma única credencial foi usada para realizar mais de 100 movimentações no sistema. Além dos mandados falsos contra autoridades, a investigação aponta que o esquema tentou beneficiar criminosos de alta periculosidade, incluindo integrantes de facções como PCC e Comando Vermelho. A polícia informou, no entanto, que nenhum criminoso chegou a ser efetivamente beneficiado, já que todas as alterações foram identificadas e corrigidas a tempo. Os mandados que haviam sido excluídos ou adulterados foram restabelecidos, e processos criados de forma fraudulenta acabaram arquivados. Investigação A delegada Sabrina Lenes, do Núcleo de Inteligência do TJGO, explicou que as credenciais subtraídas eram organizadas e negociadas em ambientes virtuais. “Essas credenciais eram reunidas em pacotes de dados e comercializadas em plataformas de mensagens. A finalidade era permitir a baixa fraudulenta de mandados de prisão e tentar beneficiar integrantes de facções criminosas”, explicou. A Polícia Civil informou que o Ministério Público e o Judiciário vão analisar a responsabilização do adolescente e eventuais responsabilidades dos pais ou responsáveis legais. Com a análise do material apreendido, a polícia espera identificar outros envolvidos no esquema, inclusive pessoas que possam ter comprado ou utilizado os acessos ilegais. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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