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Acidente e ataque de formigas é principal hipótese para morte de indígena em Roraima

2026-03-21 - 00:00

Polícia Civil faz reconstituição da morte do líder indígena encontrado morto em Roraima Um acidente de trânsito seguido de um ataque de formigas e desorientação na mata é a principal hipótese da Polícia Civil (PC) para a morte do líder indígena Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos. A conclusão pericial aponta este cenário como predominante, embora a possibilidade de homicídio ainda siga em investigação. A dinâmica do caso foi apresentada nesta sexta-feira (20) pela PC a lideranças do Conselho Indígena de Roraima (CIR) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Gabriel foi encontrado morto no dia 10 de fevereiro, em estado avançado de decomposição, próximo à rodovia RR-203, no município de Amajari, Norte do estado, após ficar nove dias desaparecido. Dinâmica do acidente De acordo com a reconstrução técnica da perícia, Gabriel saiu de uma comunidade na madrugada do dia 1o de fevereiro e pilotava uma motocicleta na RR-203. Na altura do quilômetro 26, há indícios de que ele sofreu uma queda. Após o acidente, a Gabriel teria caído sobre um ninho de formigas tucandeiras, conhecidas por terem uma ferroada extremamente dolorosa. Isso, segundo a perícia, teria provocado dor intensa, pânico e desorientação no líder indígena. “Em razão da dor, do desespero e do pânico, [Gabriel] acabou se desorientando e adentrando a mata, mesmo estando próximo da rodovia", detalhou o perito criminal Sttefani Ribeiro. "Há indicativos de que ele caminhou para o local onde tinha uma árvore frondosa, com sombra, a única que existia nas proximidades, onde posteriormente foi localizado”, concluiu. Liderança indígena Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos, desapareceu no dia 1o de fevereiro CIR/Divulgação Causa da morte Como o corpo de Gabriel Ferreira foi localizado quase 10 dias após o desaparecimento, a identificação foi feita por meio da arcada dentária. A causa da morte foi classificada como indeterminada, pois não foram encontradas fraturas no corpo, segundo o médico-legista Deyne Morais explicou que a Duas lesões no pescoço de Gabriel chegaram a levantar suspeitas de ação criminosa, mas a perícia descartou a hipótese ao constatar que os ferimentos ocorreram após a morte, causados por animais da região. Celular não indicou ameaças Além da ausência de lesões fatais, a análise do celular do jovem não apontou indícios de crimes. O chefe do Núcleo de Inteligência da PCRR, Ricardo Pedrosa, confirmou que não havia histórico de conflitos. “Não foram identificados mensagens, registros ou qualquer conteúdo que indicasse que a vítima estivesse sofrendo ameaças. Também não há boletins de ocorrência relacionados a esse tipo de situação”, informou Pedrosa. Em atualização*

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