47% dos brasileiros dizem que sentiram impacto na renda após a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, diz Quaest
2026-02-12 - 20:45
Notas de real Reprodução/ RBS TV Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) mostra que 47% dos brasileiros sentiram o impacto da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil na renda familiar. Outros 50% não sentiram diferença. Além disso, 67% dizem que não foram beneficiados pela nova isenção do Imposto de Renda 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao questionar se "já deu para sentir alguma diferença na sua renda", os entrevistados responderam: Sim, a renda aumentou significativamente: 15% Não, a renda aumentou, mas não muito: 32% Não sentiu diferença: 50% Não sabe/não respondeu: 3% O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Isenção do IR até R$ 5 mil mensais Passou a valer desde janeiro deste ano a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil por ano). Antes de entrar em vigor, a expectativa era de que os trabalhadores que recebem R$ 5 mil por mês tenham ganhos de R$ 312,89 na renda mensal. Segundo o economista Bruno Carazza, doutor em Direito Econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e comentarista do Jornal da Globo, a medida beneficia cerca de 15 milhões de contribuintes. A lei, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula (PT), também conta com desconto progressivo para quem ganha até R$ 7.350 mensais. Os contribuintes que recebem acima dessa faixa não são impactados pelas mudanças e seguem pagando 27,5% de imposto de renda. O texto também estabelece uma cobrança para contribuintes de alta renda com ganhos acima de R$ 600 mil por ano - aplicada sobre o valor que exceder o limite. Por exemplo: Quem ganha R$ 600.001,00 paga cerca de R$ 0,10, com alíquota de 0,000017%; Com R$ 615 mil anuais, a alíquota chega a 0,25%, e o imposto mínimo será de R$ 1.537,50. Carazza calcula que um grupo estimado entre 140 mil e 150 mil pessoas — aquelas que recebem mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano — passará a arcar com parte do custo da medida de isentar quem ganha até R$ 5 mil.